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A novíssima Honda GL 1800 Gold Wing nos levou até Minas Gerais, para o 27º Bike Fest. Saiba se comportou a moto durante a viagem

Honda Gold Wing cinza
Divulgação
Honda Gold Wing a caminho de Tiradentes, em Minas Gerais, onde aconteceu a edição número 27 da Bike Fest

Sim, a super estradeira Honda GL 1800 Gold Wing, desde sempre, é uma motocicleta feita para brilhar na estrada. Touring por excelência, a versão 2019, apresentada no fim do ano passado, chegou completamente renovada, como a Honda mesmo define: “nenhum parafuso foi reaproveitado”.

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Já mostrei a nova Honda Gold Wing aqui, na ocasião de sua apresentação, e acabei dando “uma voltinha” nas duas versões há pouco mais de um mês, mas a prova definitiva aconteceu agora, em uma viagem de mais de 1.000 km para a cidade mineira de Tiradentes, onde anualmente ocorre o Bike Fest, um grande encontro de motociclistas de alta cilindrada.

O 27º Bike Fest Tiradentes , que aconteceu entre os dias 26 e 30 de junho, é um dos maiores encontros de motociclistas do Brasil e conta também com uma bela programação musical, sediando o Festival de Blues &Jazz, que está em sua 8ª edição.

Honda Gold Wing vermelha
Divulgação
Honda Gold Wing GL 1.800 Parada na estrada para uma fruta. Mas a Gold Wing fica melhor rodando

Mas vamos à motocicleta. Mais compacta e leve que a versão anterior, a Gold Wing 2019 manteve o motor de seis cilindros opostos (boxer), mas estreia os cabeçotes Unicam, com comando único e quatro válvulas por cilindro.

Na eletrônica, a nova Gold Wing tem agora quatro modos de pilotagem, Tour, Sport, Rain e Econ, cada um deles selecionando o melhor pacote de ajustes para cada situação em particular. Acelerador eletrônico, controle de tração, assistente de partida em subidas e sistema Start &;Stop são algumas das novidades introduzidas no modelo 2019.

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Painel da Honda Gold Wing
Gabriel Marazzi
Cockpit bem equipado esse aí da Gold Wing Tour

O motor, também diferente apesar de manter praticamente a mesma cilindrada (passou de 1.832 cm 3 para 1.833 cm 3 ), tem potência de 126 cv, 8 cv a mais que o modelo anterior, e torque de 17,34 kgfm, 0,34 kgfm a mais. O novo motor é 3,8 kg mais leve, o novo quadro de alumínio tem 2,0 kg a menos e a Gold Wing economizou 18 kg no total (39 kg na versão Bagger).

O melhor da nova Gold Wing, no entanto, é a nova transmissão automática de dupla embreagem DCT (Dual Clutch Transmission), de sete marchas, que podem ser trocadas automaticamente ou selecionadas manualmente por comandos no punho esquerdo. Há um acessório que, instalado no local original do pedal de câmbio, permite que as marchas sejam trocadas com o pé esquerdo.

Toda grande novidade, como um câmbio automático igual ao dos automóveis, pode não ser a melhor opção para uma motocicleta de grande porte como a Honda Gold Wing, mas neste caso o novo câmbio se mostrou extraordinário. Mudas as marchas esportivamente, se a posição de pilotagem estiver no modo Sport, ou muito suavemente, nas outras opções.

Uma outra novidade é o Walking Mode, um assistente elétrico de manobras que movimenta a motocicleta para frente e para trás sem que seja preciso engatar a primeira, para a frente, ou empurrar com os pés, para trás.

Todas essas novidades estão presentes na Honda GL 1800 Gold Wing Tour, que tem o baú traseiro e o para-brisa mais alto. A versão esportiva da Gold Wing, chamada extra-oficialmente de Bagger, manteve o câmbio convencional de seis marchas com embreagem manual, com assistente elétrico de manobras só para trás, e não tem o airbag.

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As duas versões, no entanto, têm a revolucionária suspensão dianteira Double Wishbone, que elimina o garfo convencional e confere à ciclística da motocicleta precisão extrema.

Nem é preciso dizer que a viagem para Tiradentes foi excelente, curtindo a nova Honda GL 1800 Gold Wing Tour em todos os seus riquíssimos detalhes, incluindo uma trilha sonora com seleção de músicas à escolha do piloto. Mesmo em estradas secundárias mais sinuosas, nem parecia que pilotávamos uma das maiores motocicletas que existem.

A Honda GL 1800 Gold Wing está disponível apenas na cor cinza, com escapamentos pretos, por R$ 139.281. Já a Gold Wing Tour, “completaça”, está disponível apenas na cor vermelha e custa R$ 159.681.

A nova Honda CRF 1000L Africa Twin

Honda Africa Twin
Divulgação
Esta é a nova Honda Africa Twin 2020, na cor preta fosca, mostrada no Bike Fest

 O passeio para Tiradentes a bordo da nova Gold Wing Tour também serviu para conhecer a nova Africa Twin , que foi objeto de destaque no estande da Honda no 27º Bike Fest. A versão 2020 da big trail chega com muitas novidades, como o acelerador eletrônico TBW (throtlle by wire) e a consequente adoção de modos eletrônicos de pilotagem, com três “riding modes”, ampliando a capacidade do sistema de controle de torque HSTC – Honda Selectable Traction Control, agora com sete níveis de intervenção (antes eram três).

O motor bicilíndrico da Africa Twin passou de 90 cv para 95 cv, graças a algumas otimizações internas, a bateria agora é de íons de lítio e o painel de instrumentos tem novo formato. A versão “normal” da Africa Twin 2020 tem a nova e bela cor preto fosco, além da vermelha, nas versões standard e Travel Edition, que vem com malas laterais, top case, cavalete central e protetores de tanque.

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A grande novidade, no entanto, é a nova versão CRF 1000L Africa Twin Adventure Sports, com suspensões de curso aumentado em 20 mm, tanque de combustível de 24 litros (18,8 litros na Africa Twin convencional), carenagens e para-brisa maiores e assento plano.

Além da Honda Gold Wing , a nova Honda CRF 1000L Africa Twin, que estará disponível com grafismo tricolor (azul, vermelho e branco), será apresentada oficialmente ainda este mês, quando terá seus preços divulgados.