Tamanho do texto

As Honda menos vistas por aí são as novas Gold Wing e a estranha X-Adv

Honda Gold Wing
Guilherme Marazzi
A Honda GL 1800 Gold Wing Tour. O porta-malas traseiro faz a diferença

Alguns modelos de motocicletas vemos muito por aí, principalmente as de marcas mais populares, como é o caso da Honda. Só que existem algumas delas que pouco são vistas pelas ruas e estradas, quem sabe, talvez, em salões de exibição. E de marcas populares, como é o caso da Honda. Só que elas não são nada populares. Estou falando da Honda Gold Wing, que este ano, já como modelo 2020, chega completamente diferente da GL 1800 Gold Wing antecessora que conhecemos.

LEIA MAIS: Harley-Davidson CVO Limited 2019 reúne o melhor em sofisticação

A Honda Gold Wing já está disponível para venda em duas versões, a Tour, que tem o baú traseiro – que também faz as vezes de encosto para o garupa e transforma esse posto em uma verdadeira poltrona –, e a Bagger, um pouco mais esportiva e sem o baú traseiro.

X-Adv

Honda Adv
Guilherme Marazzi
Honda X-Adv, cruzamento de motocicleta com scooter

Outra Honda ainda figurinha difícil, tanto nas ruas quanto na frota de testes da marca, é o X-Adv, uma simbiose de motocicleta e scooter que resultou em um veículo no mínimo curioso. O fabricante chama de scooter, porém o X-Adv não tem um item fundamental que define a categoria, que é a transmissão de relações infinitas (CVT) com a caixa ligada diretamente à roda traseira.

LEIA MAIS: Veja o que mudou no scooter Honda PCX 2019

A Honda X-Adv tem transmissão secundária por corrente, exatamente como as das motocicletas, e câmbio de seis marchas convencional, apesar do sistema automático DCT, que faz as trocas automaticamente mas também permite trocas manuais – sim, manuais, pois o acionamento é eletrônico por meio de botões no punho esquerdo do guidão.

A experimentação dessas três Honda só foi possível graças ao prêmio Moto Premium Brasil, no qual motociclistas comuns – entenda-se não jornalistas especializados – elegem as melhores motocicletas do nosso mercado. Como neste ano os jornalistas também participaram, promovendo uma votação em separado, eu pude, finalmente, conhecer essas três motocicletas.

LEIA MAIS: Kawasaki Ninja ZX-6R 2019: projetada para o máximo de desempenho

Uma avaliação mais longa e criteriosa, no entanto, pode ser feita posterior e individualmente, caso a Honda disponibilize esses modelos em um futuro bem próximo. Em relação às Honda Gold Wing, quase que o fabricante escolheu um novo nome ao modelo, uma vez que a nova motocicleta é completamente diferente da versão anterior, que já vinha evoluindo desde o seu lançamento, em 1975. Por uma questão de tradição, no entanto, foi mantido o nome Gold Wing, até em respeito aos milhares de adeptos e fanáticos pelo modelo pelo mundo afora.

Visualmente, nota-se facilmente que a nova motocicleta é diferente, pelas linhas mais angulosas das carenagens, mas é na parte mecânica que ela muda tudo. O motor foi mantido de seis cilindros boxer, como o do Porsche, só que com um pouco mais de cilindrada e com um novo sistema de comando de válvulas. O câmbio, na versão Tour, é o DCT, de 7 marchas, com opções de trocas automáticas ou manuais, eletronicamente.

LEIA MAIS: Quase abandonada, Yamaha DT 200R 1998 ganha novo dono e nova vida

Um curioso e conveniente sistema elétrico, o Walking Mode, movimenta a motocicleta eletricamente para a frente e para trás, auxiliando bastante as manobras em locais de pouco espaço.

Já a Honda GL 1800 Gold Wing , também conhecida por Bagger, além da ausência da mala traseira não tem o câmbio DCT, mas sim o câmbio convencional de versão anterior, de seis marchas e com embreagem. Para auxiliar em manobras, há apenas a marcha-a-ré elétrica. As duas versões da nova Gold Wing têm chassi de alumínio, bem mais leve do que o anterior, e suspensão dianteira do tipo double wishbone, semelhante à de alguns automóveis.

Substituindo o garfo telescópico convencional, esse tipo de suspensão é mais firme, principalmente em frenagens, quando a frente abaixa e, no garfo telescópico, faz a roda dianteira recuar, reduzindo a distância entre-eixos e o ângulo de cáster.

LEIA MAIS: Chegou a hora de experimentar a Kawasaki Z900RS, de estilo retrô

Também em ambas, a Gold Wing conta com o sistema Hill Start Assist, que, como nos automóveis, impede que a motocicleta volta para trás nas arrancadas em subida. Elas têm também suspensão eletrônica, quatro modos eletrônicos de pilotagem – Tour, Sport, Rain e Econ –, aquecimento das manoplas (e também dos bancos, na Tour), conectividade Apple CarPlay, sistema de som e smart key. A Tour tem ainda airbag.

Já a Honda X-Adv é um outro tipo de veículo de duas rodas. Sua aparência, por si só, já a denota algum tipo de aventura, por isso o nome. Meio moto, meio scooter, a Honda X-Adv tem plataforma para os pés ao invés de pedaleiras, rodas de raios externos, para permitir o uso de pneus sem câmera, para-brisa ajustável em cinco posições e sistema key smart.

LEIA MAIS: A Honda CB 250F Twister ficou mais segura

O motor é um bicilíndrico em linha de 745 cm3 de cilindrada e 54,8 cv, o mesmo que equipa a Honda NC 750X. Apesar de parecer um scooter, o X-Adv tem suspensões de motocicleta, de grande curso que a capacita a ousadas incursões no fora de estrada. Para contornar a ausência da pedaleira, a Honda fornece como acessório um par de pedaleiras que permite que se pilote em pé em terrenos de menor aderência. A Honda Gold Wing Tour custa R$ 156.550, a Bagger custa R$ 136.550 e a X-Adv custa R$ 54.900.