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O valente modelo da marca austríaca tem agora sistema ABS na frente e atrás na versão mais em conta vendida no Brasil. Saiba mais detalhes

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Guilherme Marazzi
KTM 200 Duke, pequena esportiva de forte personalidade entre os principais detalhes do modelo

A partir deste ano, a KTM 200 Duke passou a chamar KTM 200 Duke ABS. Isso significa que, por força de lei, que obriga aos fabricantes e importadores de motocicletas a oferecerem sistema auxiliar de frenagem nas motocicletas com cilindrada de até 300 cm3, a pequena Duke tem agora sistema antitravamento das rodas nos freios, nas duas rodas.

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Ótimo, porque a KTM 200 Duke poderia ter optado pelos freios combinados, aquele que freia também a roda dianteira quando é acionado o freio traseiro. Acima dos 300 cm3, as motocicletas obrigatoriamente devem ter sistema ABS. Mas afinal, o que é melhor, antitravamento ou combinado?

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Guilherme Marazzi
As rodas na cor laranja realçam ainda mais a esportividade da KTM 200 Duke

Eu diria: “as duas coisas”. Na minha opinião e preferência, o freio combinado é uma enorme comodidade, quando se pilota uma motocicleta em baixa velocidade, principalmente no trânsito urbano. Rodando de forma mais relaxada, apenas frear com o pé direito, no caso das motocicletas, é cômodo e resolve 90% das situações corriqueiras. Já para uma frenagem mais forte, principalmente de emergência, o freio dianteiro é fundamental, com ABS ou não.

Como se traduz nos testes

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Guilherme Marazzi
A KTM 200 Duke tem boa posição de pilotagem para uso urbano e esportivo

O sistema antitravamento dos freios é um equipamento extremamente útil em outras situações, como a de uma frenagem de emergência e inesperada, pois o piloto pode não ter tempo de dosas a força nos freios. Aí basta alicatar pra valer, que as rodas não travarão. Ótimo, também, em pisos de pouca aderência, como pilotando na chuva.

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Bem, então a KTM Duke já está apta para cumprir as exigências legais e as dos seus compradores. De resto, é a mesma motocicleta que já conhecemos: motor monocilíndrico de 199,5 cm3, refrigerado a água, 26 cv de potência, torque de 2 kgfm e câmbio de seis marchas. Motorzinho nervoso, só funciona gostoso em altas rotações, com potência máxima nas 10.000 rpm e torque máximo nas 8.000 rpm.

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Guilherme Marazzi
O painel de instrumentos da KTM 200 Duke é digital e muito bem equipado

De fato, é uma pequena motocicleta mas de muita personalidade, bastante agressiva, tanto no desempenho quanto na aparência. Mas é possível pilotá-la de forma tranquila, com algumas concessões, por aqueles que têm um temperamento, da mesma forma que a motocicleta esportiva , um pouco mais agitado.

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Não é uma motocicleta urbana, no entanto pode ser conduzida o dia todo pela cidade sem grandes problemas. Só na autoestrada ela poderia causar um pouco de cansaço ou monotonia, tanto pela posição de pilotagem quanto pelo fato de, para manter uma velocidade de cruzeiro compatível com o tipo de estrada, ela precise manter o motor em altas rotações por um longo tempo. Por sua compacidade e temperamento esportivo, não é adequada para levar um garupa, que certamente viajará sem muito conforto.

Tipo de pista mais adequado para a KTM 200 Duke ? Uma estrada secundária com bastante curvas fechadas, ou então um circuito fechado. Equipamento para isso ela tem: suspensão dianteira upside down, freio dianteiro com pinça montada radialmente, quadro de treliça do tipo competição e um painel de instrumentos eletrônico bem recheado de informações de todos os tipos. ELa sai por R$ 17.900.