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Big trail estradeira evolui e incorpora muita eletrônica, a partir de R$ 55.490

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Guilherme Marazzi
A Kawasaki Versys 1000 Grand Tourer na exclusiva cor verde

A briga está boa. As big trail, que cada vez mais similares às big touring, estão entre as motocicletas mais desejadas atualmente. Essa simbiose, que acaba por definir esse tipo de motocicleta também como crossoveres, as tornam versáteis, com desempenho de seus motores avantajados e agilidade das motocicletas para o fora de estrada. O resultado são as melhores aventureiras que jamais tivemos até agora, em um segmento cada vez mais competitivo. A chegada da nova Kawasaki Versys 1000 ilustra perfeitamente essa situação.

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Ela já foi eleita por mim como a melhor escolha em vários segmentos, já foi ameaçada por modelos mais ousados, como a BMW S 1000 XR, já foi comparada com a radical Ducati Multistrada Enduro e briga forte com outras aventureiras, como a Honda Africa Twin e a BMW R 1200 GS, cada uma delas com destaque em algo, mas continua imbatível no conjunto da obra. A nova Kawasaki Versys 1000, já em modelo 2020, chega com muitas novidades, muitas mesmo, apesar de praticamente não ter tido significativas alterações mecânicas.

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Guilherme Marazzi
A Kawasaki Versys 1000 GT tem painel de TFT e aquecedores de manoplas

A maior parte delas está relacionada com a eletrônica e a conectividade, como a sua inclusão no aplicativo Kawasaki Radiology, que, instalado no smartphone, permite controlar e monitorar todos os sistemas da motocicleta. Com esse aplicativo, é possível configurar a motocicleta em todos os seus ajustes, desde as suspensões aos sistemas de freios e modos de pilotagem. É possível, também, verificar chamadas e mensagens, por Bluetooth, e até gravar percursos e informações do GPS.

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A nova Versys 1000 realmente tem funções em seu painel de instrumentos de TFT que não seriam possíveis de ser imaginados pouco tempo atrás. É o caso dos gráficos de posição do acelerador, da força de frenagem na roda dianteira, da inclinação instantânea e curvas, salvando a máxima que foi atingida para cada lado, e a inclinação longitudinal, que surge em aclives, declives acelerações e frenagens. Para quê tudo isso? Para tornar a convivência com a motocicleta ainda mais divertida.

A adoção de um novo sistema de acelerador eletrônico foi responsável pela viabilidade de todas essas novidades eletrônicas, incluindo o controlador de velocidade. Não vou aqui enumerar todos os sistemas eletrônicos e suas complicadas siglas da nova Versys, mas pode-se imaginar qualquer coisa, provavelmente ela terá.

Mecânica e ciclística

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Guilherme Marazzi
Carenagens e escapamentos são todos novos na versão 2020 da Versys 1000

Além de todas esses brinquedinhos tecnológicos, a eletrônica da Versys 1000 a torna, também, uma motocicleta de extrema maneabilidade e conforto, mesmo de pilotagem bastante forte. Para mim, é o que interessa. Passear tranquilamente, em sexta marcha e seguindo os limites legais das vias, é perfeitamente possível.

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Nessa situação, a Versys não fica te tentando a acelerar para a pilotagem ficar melhor, por que já está. Por outro lado, quando o motor é levado a seu extremo, os 120 cv, que foram mantidos desde a versão anterior, fazem lembrar que a Versys é, também, uma motocicleta de grande desempenho. O motor quadricilíndrico de 1.043 cm3 tem curva de torque plana, com máximo de 10,4 kgfm, funcionando suavemente em quaisquer rotações, quase não exigindo muitas mudanças de marchas.

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Divulgação
A Kawasaki Versys 1000 Standard, laranja e sem as malas

Mas se elas devem ser feitas, será para aproveitar o sistema eletrônico Quick Shifter, que torna a pilotagem esportiva bem mais. As marchas podem ser trocadas sem necessidade de uso da embreagem e sem precisar soltar o acelerador, para mudanças ascendentes e descendentes, sempre acima das 2.500 rpm.

Com posição de pilotagem muito confortável, mesmo para os pilotos mais altos, a Kawasaki Versys 1000 pede longas viagens. A versão GT (Grand Tourer), tem a mais, em relação à versão Standard, faróis auxiliares, faróis auxiliares de curvas (vão acendendo à medida em que a motocicleta vai inclinando em curvas), jogo de três malas, cavalete central, sliders no eixo dianteiro e no quadro, protetores de mãos, aquecimento de manoplas, para-brisa maior, toda iluminação de leds, Quick Shifter, painel de TFT e suspensão eletrônica.

As diferenças entre as duas versões da nova Kawasaki Versys 1000 se refletem nos preços: R$ 55.490 para a Standard, só disponível na cor laranja (Candy Steel Furnace Orange), e R$ 66.900 para a Grand Tourer, que só está disponível na cor verde (Emerald Blazed Green). Pela quantidade e qualidade dos equipamentos extra, eu recomendaria fortemente que o comprador de Versys 1000 não economizasse esses poucos mais de R$ 11.000.