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Partindo de Santiago rumo ao Sul, o Chile oferece estradas perfeitas e paisagens maravilhosas em Pucón, Puerto Varas e Região dos Lagos

Nissan X-Trail e os vulcões Osorno ne Calbulco
Sergio Quintanilha/República do Automóvel
Nissan X-Trail e os vulcões Osorno ne Calbulco

Viajar de carro no Chile é um programa que tem atraído cada vez mais brasileiros. Por isso, decidi fazer um roteiro de 2.600 km com a família, a bordo de um Nissan X-Trail da nova geração, pois é um carro que poderá voltar ao mercado brasileiro. Equipado com motor 2.5 de 171 cv de potência e 23,7 kgfm de torque, o X-Trail tinha câmbio CVT, tração 4WD e pneus 225/55 montados em belas rodas diamantadas de 19”. O carro foi cedido pela Nissan para essa reportagem. Todos os custos da viagem foram bancados por mim e por minha família (esposa, sogro e sogra).

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Antes de começar a trip com o Nissan X-Trail , saiba que o Chile é um país incomum, a começar por sua geografia. No mapa da América do Sul, ele é uma estreita faixa que vai do Oceano Pacífico à Cordilheira dos Andes. Porém, sua extensão é muito grande, da tríplice divisa com Peru e Bolívia (mais ou menos na altura de Goiânia) até o extremo sul do continente, no Cabo Horn (que fica mais ao sul de Ushuaia). São apenas 177 km de leste a oeste, mas incríveis 4.270 km de norte a sul. Nessa estreia faixa da América do Sul existem as maiores montanhas do continente, desertos, vinhedos, um enorme litoral, lagos espetaculares e muitos vulcões ativos. Por isso, a primeira coisa a considerar numa viagem ao Chile é se você vai para o norte ou para o sul de Santiago, pois a capital fica no meio do mapa.

Para o trajeto com o Nissan X-Trail, escolhemos o sul do país. As paisagens foram fundamentais para tomar a decisão
Google Maps
Para o trajeto com o Nissan X-Trail, escolhemos o sul do país. As paisagens foram fundamentais para tomar a decisão

Escolhi o sul por causa das paisagens. Meu roteiro saía de Santiago e passava pelas famosas cidades litorâneas de Valparaíso e Viña del Mar, descia em direção a Pucón e depois a Puerto Varas. A estrada que leva à região dos lagos andinos é a Ruta 5. Ela é toda em pista dupla, com velocidade máxima de 120 km/h e muitos postos de abastecimento e conveniência na estrada. Os principais são Copec, Shell e Petrobras (estes, só mais próximos a Santiago). Os postos Copec têm o melhor serviço, especialmente nos postos que contam com a rede Punto (que oferece comidas ótimas e baratas, além de outras conveniências). A gasolina custa em média 850 pesos o litro. A moeda é bastante desvalorizada, então 1 real equivale a 167 pesos. Dessa forma, a gasolina sai por cerca de R$ 5.

O X-Trail topo de linha com o qual rodamos custa 21,490 milhões de pesos, ou seja, R$ 128,6 mil, o que não é muito, comparando com os preços dos carros no Brasil. Segundo a Nissan, o X-Trial faz 9,3 km/l na cidade e 15,5 km/l na estrada. Com o carro transportando quatro pessoas e quatro malas, o consumo aumentou. Nossa média geral foi de 12,5 km/l, mas houve trechos piores na estrada (11 km/l) e também melhores (17 km/l). Tudo depende da forma que se dirige. O carro é muito confortável, mas não tinha Android Auto/Apple CarPlay. Porém, quase não usei Waze, pois as estradas têm muitas retas e a sinalização é excelente.

Pucón e o vulcão Villarrica

A primeira parada da roadtrip a bordo do Nissan X-Trail foi Pucón e o Vulcão Villarrica
Divulgação/turismo chileno
A primeira parada da roadtrip a bordo do Nissan X-Trail foi Pucón e o Vulcão Villarrica

Pucón é a primeira cidade interessante ao sul de Santiago. Ela fica muito próxima ao vulcão Villarrica. Ele é majestoso e entrou em erupção pela última vez em 2015. Trata-se de um dos dez vulcões mais ativos do mundo e o número 1 do Chile. Fica a 789 km de Santiago e tem 2.847 m de altura. Pucón oferece muitas visitas ao Villarrica. É um programa demorado que custa de 75 mil a 95 mil pesos por pessoa (cerca de R$ 450 a R$ 570). Ficar em Pucón já é um grande programa. A cidade é toda florida e é considerada a “capital do centro sul do Chile”. Pucón fica ao lado do Lago Villarrica e está perto de outros lagos menores, como Colico, Caburgua e Calafquén, mas os melhores lagos chilenos estão muito mais ao sul. Portanto, calma. Também há outros vulcões na região, como o Ruka e o Quetrupillan. A cidade é tranquila, tem inúmeros restaurantes típicos e até cassino.

Nissan X-Trail numa praça em Pucón
Sergio Quintanilha/República do Automóvel
Nissan X-Trail numa praça em Pucón

Minha dica de hotel em Pucón é o Maki, pequeno, charmoso e muito confortável. Tem até Netflix no quarto. Dá para ir direto de Santiago para Pucón, pois são 787 km e quase toda a estrada é de pista dupla. Só depois de 711 km, numa pequena cidade chamada Tripufquén (logo depois de Temuco), é preciso sair da Ruta 5 e pegar a Ruta 199, que é de pista simples. A chegada é espetacular, com a vista do lago e do vulcão na mesma cena. Porém, para que a viagem não seja muito cansativa, eu sugiro parar em Chillán, especialmente se você sair tarde de Santiago. Outra opção interessante é ir de avião até Santiago e depois fazer mais uma perna aérea até Temuco, que tem um bom aeroporto e recebe voos regulares da Latam com Airbus A320. Nesse caso, poupa-se tempo e evita-se a parte mais movimentada da estrada. Pucón merece pelo menos duas noites de hotel e dois dias e meio de visita, ou mais, se a intenção for subir no Villarrica.

Conveniência Pronto dos postos Copec é opção de parada nas estradas com o Nissan X-Trail
Sergio Quintanilha/República do Automóvel
Conveniência Pronto dos postos Copec é opção de parada nas estradas com o Nissan X-Trail

Foi em Pucón que aproveitei para lavar o X-Trail, pois ele havia pegado chuva e já estava bem sujo. Custou 15.000 pesos (R$ 90), mas valeu a pena, pois a lavagem foi no estacionamento do supermercado Unimarc (final da avenida Bernardo O’Higgins), onde encontrei os vinhos mais baratos do Chile. Com o X-Trail limpinho e a mala cheia de vinhos, restava seguir viagem. Equipado com motor 2.5, o X-Trail roda a maior parte do tempo com tração dianteira, mas com um simples giro num botão do console você deixa o carro no 4x4 automático – assim, ele identifica a necessidade e imediatamente transfere potência também para as rodas de trás. Se quiser dirigir sempre no 4x4, basta girar um pouco mais o botão e colocar em Lock. O conforto dos bancos, a acústica, o rodar suave, a boa aceleração e a pequena inclinação da carroceria nas curvas mostraram que o X-Trail seria um concorrente de peso para o Honda CR-V no Brasil.

De Pucón a Puerto Varas

Nissan X-Trail 2.5 faz até 17 km/l na estrada
Sergio Quintanilha/República do Automóvel
Nissan X-Trail 2.5 faz até 17 km/l na estrada

A próxima etapa da viagem é de Pucón a Puerto Varas, já na Região dos Lagos. Para acessar novamente a Ruta 5 é preciso pegar uma estrada de pista simples de 67 km em direção a Loncoche. Tanto a estrada S-91 quanto a S-785-T leva até lá com a mesma quilometragem, mas a S-91 é melhor e meia hora mais rápida. De Pucón a Puerto Varas são apenas 307 km. Se estiver com tempo, pode optar por uma passada rápida por Valdivia, na Região dos Rios, mas é preciso desviar da estrada principal. Eu fiz esse desvio na volta, parando para almoçar, pegando as estradinhas 206 e 202 (na volta) ou 202 e 206 (ida). A cidade tem um mercado de peixes interessante e é cercada de leões marinhos (alguns deles vivem dentro do mercado, comendo muitos quilos de peixe por dia). Mas, atenção: os melhores restaurantes ficam do outro lado do rio; é preciso atravessar uma ponte que fica bem próxima ao mercado.

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No roteiro com o Nissan X-Trail, pudemos ver o Vulcão Osorno, que tem 2.652 metros de altura
Sergio Quintanilha/República do Automóvel
No roteiro com o Nissan X-Trail, pudemos ver o Vulcão Osorno, que tem 2.652 metros de altura

A viagem até Puerto Varas é bastante prazerosa, com pouco movimento. Vale dizer que em toda a Ruta 5 existem pedágio que custam 2.400 ou 2.500 pesos (R$ 14 ou R$ 15), mas sempre que se acessa uma cidade é preciso pagar um pedágio de 600 pesos (R$ 3,60). Só na entrada de Puerto Montt, bem ao sul, custa 700 pesos (R$ 4,20). Ao longo da estrada você irá perceber que o Chile não tem monocultura agrícola como no Brasil, mas sim uma grande variedade de lavouras. Os montes de feno ficam ensacados. Também é possível ver muito gado na estrada e muitos pontos de venda de queijo.

Nissan X-Trail e o vulcão Osorno
Sergio Quintanilha/República do Automóvel
Nissan X-Trail e o vulcão Osorno

Pouco antes de chegar a Puerto Varas – a cidade mais bonita da região –, existe uma entrada para Frutillar. Mas deixe para depois. Entre Frutillar e Puerto Varas já será possível avistar o belíssimo Vulcão Osorno (2.652 m) e o magnífico Lago Llanquihue. Puerto Varas é a melhor cidade da região para ficar hospedado, pois fica no centro das outras lindas cidadezinhas da região. Evite ficar em Puerto Montt, pois é uma cidade maior, com trânsito pesado. É de lá que saem os navios rumo à Patagônia. Também dá para ir de avião até Puerto Montt e alugar um carro para fazer a Região dos Lagos, mas perde-se muito da graça do Chile. De qualquer forma, nem pense em ficar menos de quatro dias em Puerto Varas e tampouco querer conhecer a região sem um carro, pois o melhor está por vir.

A charmosa Puerto Varas

Parada com o Nissan X-Trail na Igreja de madeira de Puerto Varas, que mostra traços da colonização alemã
Sergio Quintanilha/República do Automóvel
Parada com o Nissan X-Trail na Igreja de madeira de Puerto Varas, que mostra traços da colonização alemã

Puerto Varas é a capital turística do sul do Chile. Trata-se de uma cidade de colonização alemã (como todo o sul do país), com ótimos hotéis, excelentes restaurantes, boa infra-estrutura e um maravilhoso calçadão ao lado do Lago Llanquihue que dá vista não apenas para o Vulcão Osorno, mas também ao Vulcão Puntiagudo (2.493 m). É de tirar o fôlego. Apesar de os passeios a pé ou de bicicleta serem interessantes em Puerto Varas, de carro você pode explorar toda a cidade de forma mais intensa.

Aproveitei para ir até o final do calçadão para fazer umas fotos do Nissan X-Trail e também para subir ao Cerro Phillipi (mas esse último me decepcionou, pois não tem muita vista, devido à mata). Porém, ainda de carro, pude explorar o bairro alto e conhecer as casas alemãs históricas de Puerto Varas. O melhor e mais famoso hotel da cidade é o Cumbres, que fica em frente ao lago, mas fiquei num ótimo (e mais barato) chamado Solace, na parte alta da cidade, a duas quadras do centro e a uma da famosa igreja Sagrado Corazón, um monumento nacional construído em madeira. Apesar de ser menor do que Puerto Montt, Puerto Varas é muito bem equipada com várias farmácias (os remédios são caros em todo o Chile), shopping center, supermercado, lojas de câmbio (é o mesmo valor que em Santiago, então pode levar dólares) e, principalmente, bares e restaurantes. Um programa imperdível é beber um pisco sauer (uma espécie de caipirinha chilena) no terraço do Cassis, um restaurante que proporciona vista incrível do Lago Llanquihue.

O preço da comida é acessível. Um bom prato custa entre 8.000 e 11.000 pesos (R$ 48 e R$ 65) e em muitos casos é possível dividir o prato. Ou então: três pratos dão para quatro pessoas. Os garçons não são muito simpáticos; ao contrário, são impacientes. A cerveja também é boa. Austral e Cristal são as mais populares, mas há várias cervejas artesanais muito boas, o que é uma surpresa para quem espera encontrar apenas vinhos bons no Chile .

Uma volta de Nissan X-Trail nos arredores do Lago Lanquihue

O Pier de Frutillar foi parada obrigatória no tour com o Nissan X-Trail
Sergio Quintanilha/República do Automóvel
O Pier de Frutillar foi parada obrigatória no tour com o Nissan X-Trail

A melhor parte da viagem é dar uma volta completa de carro no Lago Lanquihue. São 180 km absolutamente incríveis. A Ruta 225 é de pista simples, porém em ótimas condições e muito bem sinalizada. Quando saímos com o Nissan X-Trail de manhã, em direção a Ensenada, que fica a 46 km de Puerto Varas, nossa intenção era apenas conhecer algumas Onces (restaurantes alemães à beira da estrada) e um pouco da região. Mas bastaram poucos quilômetros para que as paisagens que reuniam vulcões (além do Osorno tem também o Calbuco, de 2.003 m), lago, montanhas e áreas rurais fossem nos conquistando. Chegando a Ensenada, o X-Trail seguiu reto pela Ruta 225 em direção a Petrohué. Finalmente eu encontrara uma estradinha de terra para sentir um pouco mais o caráter SUV do Nissan. O caminho margeia o rio até chegar a Saltos do Petrohué, onde a correnteza de água limpíssima e azul acaba em cascatas. O chão é escuro, resultado de lava vulcânica, pois estávamos ao pé do Osorno, vulcão que teve sua última erupção em 1869. Um pouco mais adiante chegamos ao porto de Petrohué.

Nissan X-Trail na estrada que dá a volta no lago
Sergio Quintanilha/República do Automóvel
Nissan X-Trail na estrada que dá a volta no lago

Dali saem passeios de barco e a incrível travessia andina rumo à Argentina. Ao preço de 280 dólares, a travessia utiliza três barcos (são três lagos) e quatro ônibus (são quatro trechos de terra na Cordilheira dos Andes ). A travessia dura cerca de 12 horas. Não era o caso, dessa vez, e fiquei feliz ao retornar ao ar-condicionado do X-Trail, pois mesmo na primavera fazia 1 grau com muito vento em Petrohué. De volta a Ensenada, pega-se à direita para continuar o contorno do Lago Llanquihue, agora pela estrada U-99-V, em direção a Las Cascadas. Essa parte da estrada é maravilhosa, pois passa exatamente entre o lago e o vulcão. Vale dizer, porém, que nesse trecho não há estrutura de comida ou abastecimento, por isso é bom sair de Puerto Varas com o tanque cheio.

Vista de Puerto Octay, uma das cidades mais bonitas na roadtrip com o Nissan X-Trail
Sergio Quintanilha/República do Automóvel
Vista de Puerto Octay, uma das cidades mais bonitas na roadtrip com o Nissan X-Trail

Logo depois de passar por um lugarejo chamado Puerto Clocker , dá para seguir em direção a Puerto Octay pela estrada asfaltada, porém ela se afasta do lago. Então, se quiser ir margeando o Llanquihue, pegue a primeira placa à esquerda rumo a Puerto Octay e aventure-se por uma das estradas de terra mais bonitas do mundo. São cerca de 30 km (meia hora por fora, pegando à esquerda na U-55-V, ou uma hora por dentro, na estradinha de terra, passando ao lado de fazendas de gado) e eu não tive dúvidas: fui pela terra.

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A chegada a Puerto Octay é linda. Lá do alto você avista uma pequena cidade, cheia de árvores e ao lado do imenso lago que, às vezes, parece mar. Puerto Octay tem uma praça simpática, com coreto ao centro, e muitos artesanatos com referência ao bandurria, um barulhento pássaro da região. Vale a pena parar para almoçar num restaurante popular perto da praça. Aliás, um detalhe curioso: em todos os restaurantes chilenos existe uma opção de prato “a lo pobre” (ao pobre), que vem com dois ovos estrelados.

Peixe com risoto em Frutillar, antes de seguir caminho com o Nissan X-Trail
Sergio Quintanilha/República do Automóvel
Peixe com risoto em Frutillar, antes de seguir caminho com o Nissan X-Trail

Seguindo pela U-55-V, sempre dando a volta no Lago Llanquihue, a próxima parada é a charmosa cidade de Frutillar, que fica a 24 km. Vizinha de Puerto Varas , Frutillar também é especial, mas só a parte baixa, que fica às margens do lago. Vale a pena explorar toda a orla, pois um novo calçadão estava sendo construído pela prefeitura num local que dá vista para os vulcões Osorno e Puntiagudo. Frutillar tem ótimos cafés e um restaurante excelente, onde se serve peixes muito saborosos a preços honestíssimos. Entre Frutillar e Puerto Varas ainda tem a pequena Llanquihue, caso você queira completar a volta inteira às margens do lago, mas de Frutillar já é possível pegar a Ruta 5 para chegar mais rápido a Puerto Varas, pois a jornada inteira é longa.

Roadtrip no Chile com o Nissan X-Trail conta com a parada em uma once
Sergio Quintanilha
Roadtrip no Chile com o Nissan X-Trail conta com a parada em uma once

Finalmente, não saia da Região dos Lagos sem tomar café da tarde numa das onces que ficam na Ruta 225. Pertinho de Puerto Varas tem muitas, todas especiais. As onces são restaurantes rurais onde se serve café, leite e chá acompanhados de pães, frios, bolos, tortas, geleias e tudo o que faz uma mesa farta. Um pedido dá para duas pessoas. As onces costumam funcionar das 17 às 21 horas, mas o nome surgiu, segundo a lenda, porque às cinco da tarde, quando ingleses colonizadores tomavam seu famoso chá, os chilenos acompanhavam com aguardente, que tem onze letras em espanhol: “aguardiente”. Como a bebida era proibida, era uma forma de burlar a fiscalização.

Na próxima semana vou escrever sobre Santiago , Valparaíso e Viña del Mar, onde experimentei a sensação de passar por um terremoto de 5,5 graus na escala Richter. Também darei outras dicas sobre o Chile e o Nissan X-Trail . Até lá.