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Com uma versão híbrida e outra de 177 cavalos pelo mesmo preço, a decisão é do comprador. Saiba mais detalhes sobre o novo sedã da marca japonesa

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Corolla Altis Hybrid: o primeiro híbrido flex do mundo emite apenas 29 g/km de CO2

O novo Toyota Corolla é mais do que um lançamento. É uma provocação à consciência do consumidor brasileiro de carros. Ao oferecer duas versões Altis com o mesmo preço (R$ 124.990), mas com conceitos totalmente diferentes, a Toyota deixou que o próprio consumidor decida que tipo de sociedade ele quer para o futuro. Ou que tipo de automóvel ele considera ideal para o seu mundo. Isso é uma grande novidade, pois normalmente as montadoras decidem pelo consumidor e cabe a ele apenas comprar ou rejeitar o carro.

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Com o novo Toyota Corolla , esse paradigma foi quebrado. De olho nas profundas mudanças que estão ocorrendo em nossa sociedade, notadamente nas questões relativas a mobilidade e energia, a Toyota marcou um golaço ao trazer a tecnologia híbrida para um carro acessível. Sim, sabemos que o Toyota Prius já tinha um preço competitivo, mas por ser apenas eletrificado, ele ainda é visto como um carro exótico. O visual contribuiu para essa fama. Com o Corolla isso não acontece. O Corolla é um carro absolutamente aceito pelos consumidores brasileiros, não tem mais nada a provar, pois trata-se do automóvel mais vendido do mundo.

Qual Corolla comprar?

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Toyota Corolla chega com várias mudanças em relação à geração anterior, campeã de vedas no segmento

O Toyota Corolla Altis Hybrid não é barato. Mas, pelo menos, tem o mesmo preço da versão Altis 2.0 Dynamic Force. De um lado, o consumidor tem um carro convencional com motor 2.0 flex de combustão interna muito mais potente do que o da geração anterior. Agora são 177 cavalos de potência (contra 154 do modelo antigo). Para além disso, o Corolla Altis 2.0 ainda tem um inédito câmbio de dez marchas, que une o sistema por engrenagem (só na primeira marcha) com o sistema CVT (por polias), na simulação de segunda a décima. Ele também vem completíssimo, com novos sistemas de segurança e itens “Premium”, como luzes de LED e teto solar elétrico.

Já a versão Altis Hybrid só terá itens como luzes de LED e teto solar se o consumidor comprar o pacote “Premium”, por R$ 6.000. Mesmo com essa diferença em alguns equipamentos, a estratégia da Toyota ao igualar os preços foi brilhante. Na parte que realmente interessa (segurança e conectividade), os dois carros são iguais. Na verdade, o Corolla Altis Hybrid tem o quadro de instrumentos em tela TFT maior (7 polegadas), por conta das necessidades do sistema híbrido.

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Quanto à parte mecânica, a potência combinada do motor 1.8 flex a combustão, com os dois motores elétricos, é de 123 cavalos. O torque não foi divulgado pela Toyota, mas posso dizer que o carro agradou no primeiro test drive, realizado no Guarujá (SP). Ele é mais lento do que o Altis 2.0, claro, mas nada que faça o motorista passar vergonha nas ruas.

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Toyota Prius: o pioneiro na tecnologia híbrida, mas ainda com um visual exótico.

Dessa forma, o novo Toyota Corolla coloca a seguinte dúvida para os consumidores:  a decisão precisa ser tomada sob dois pontos de vista. O primeiro é se você quer um carro mais ecológico ou um carro mais potente. O segundo é sobre as suas reais necessidades de uso.

Nesse caso, para quem roda mais na estrada, o Corolla Altis 2.0 é mais indicado, devido à potência do motor, que favorece ultrapassagens, por exemplo. Para quem roda mais na cidade, o Corolla Hybrid é mais interessante, pois ele chega a fazer quase 21 km/l de gasolina no trânsito urbano. Mas, se você não gosta de acelerar muito na estrada, o Corolla Altis Hybrid também será adequado.

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Com essa estratégia, a Toyota pretende vender 4.500 Corolla por mês a partir de agora. Desse total, cerca de 1.000 unidades serão da versão Altis Hybrid. Isso vai garantir o Corolla como líder da categoria de sedãs médios no Brasil. E ainda colocará a Toyota na frente como a marca que aposta decisivamente no novo mundo da eletrificação, pois além de tudo o Corolla é o primeiro híbrido flex do mundo, com o baixíssimo índice de 29 g/km na emissão de CO2.