No terreno dos sedãs compactos, o Chevrolet Prisma é o carro mais vendido. Mas não é por isso que a General Motors iria relaxar na hora de renovar o sedã. Com as mesmas mudanças adotadas no hatch Onix, o Prisma passa a contar com direção elétrica, motor 1.4 mais econômico e um design bem mais agradável, baseado na segunda geração do Cruze. A má notícia é que parte de R$ 53.690.
LEIA MAIS: Chevrolet Onix e Prisma ganham nova cara
Pois é, R$ 50 mil em um Chevrolet Prisma . Isso porque a General Motors, até agora, diz que vai oferecer o sedã apenas com motor 1.4 e a partir da versão LT. O Prisma com motor 1.0 será apresentado nessa semana, com o nome Prisma Joy, como a opção de entrada. Mas, por enquanto, a LT 1.4 é a versão mais em conta, com câmbio manual. Com transmissão automática, sobe para R$ 58.990. A topo de linha LTZ sai por R$ 58.690, ou por R$ 64.690 quando equipado com o caixa automática.
Para justificar em parte os aumentos, o Chevrolet Prisma vem mais equipado de série. Conta com ar-condicionado, direção elétrica progressiva, volante multifuncional, central multimídia MyLink 2 com tela sensível ao toque de 7”, sensor de estacionamento traseiro, vidros elétricos dianteiros, rodas aro 15”, e banco com ajuste de altura. Também conta com o sistema OnStar de assistência, mas apenas para resposta automática em acidentes e monitoramento do veículo (o serviço é gratuito por um ano).
LEIA MAIS: Chevrolet Onix agrada por equipamentos e economia
As mudanças no motor foram feitas pensando em eficiência energética. Novas bielas e pistões feitos com materiais mais leves, anéis mais finos para reduzir o atrito e uso de aço de alta resistência na estrutura, tudo para ajudar o Prisma a perder 33 kg. Além disso, o câmbio manual agora é de seis marchas, mais uma medida que ajuda a reduzir o consumo de combustível. No total, o rendimento melhorou em 22%, diz a GM.
Em números, isso significa que o Chevrolet Prisma agora faz 15,4 km/l na estrada e 12,8 km/l na cidade, quando abastecido com gasolina e usando o câmbio manual de seis marchas, de acordo com a GM. Resolveram não falar quanto o sedã faz quando está com a transmissão automática, também de seis marchas. Isso sem mudar a potência e torque do motor, que continua a desenvolver 106 cv a 6.000 rpm e 13,9 kgfm a 4.800 rpm, com o uso de etanol.
Melhorou, mas não tanto

O local escolhido pela General Motors para fazer o test-drive do Chevrolet Prisma foi uma região cheia de curvas, estradas muito mal cuidadas (para não dizer outra coisa) e, para ajudar, São Pedro resolveu que era uma boa fazer chover bastante. Todo tipo de condição ruim para ver se o Prisma dá conta do recado na hora de viajar nas férias.
Antes de entrar no carro, dou aquela olhadinha no design exterior. Com a nova grade bipartida integrada aos faróis mais finos, o Prisma renovado até parece um mini-Cruze – mais do que o Cobalt, o primeiro a apostar em linhas semelhantes ao do sedã médio. Na versão LTZ, a linha de LED dá um certo charme, apesar de ser apenas um traço e que não serve como iluminação diurna para rodar nas estradas apenas com ele ligado.
Quem compra um sedã pensa mais em conforto e o Chevrolet Prisma melhorou bastante neste aspecto. O ajuste da suspensão deixou o carro macio ao rodar, mas sem inclinar demais nas curvas. O nível de ruído chega a impressionar de tão baixo, mal dá para ouvir o motor enquanto andamos em velocidade constante. Quem ouve mais barulho são os passageiros dos bancos traseiros. Mas nada muito sério que vá incomodar.
LEIA MAIS: Novos Chevrolet Celta e Classic nascerão de parceria com chineses
Escolher o Chevrolet Prisma com câmbio automático depende da prioridade do motorista. Se realmente não está disposto a ficar trocando de marcha no trânsito e não se importa nem um pouco com esportividade, a transmissão automática de seis marchas fica atraente. Ainda é a conhecida caixa GF6 que estreou na geração passada do Cruze. Ajustaram mais um pouco para melhorar a velocidade nas trocas, mas continua hesitante para reduzir ou aumentar quando exigimos mais do motor. Além disso, as trocas manuais pelos botões na alavanca não ajudam em nada.
Assim como no Onix, o Chevrolet Prisma segue com alguns problemas de ergonomia, como a ausência de bancos traseiros bipartidos, a tela da central multimídia MyLink muito baixa e a incômoda posição do puxador das portas traseiras (pelo menos arrumaram as portas dianteiras). Detalhes que a GM só deve pensar em mudar na próxima geração do sedã – coisa para 2018, quando terminarem de desenvolver a nova plataforma, em parceria com a chinesa SAIC.
O que vai pesar na hora de escolher o Chevrolet Prisma renovado é o preço. A versão mais em conta no momento é a LT 1.4 com câmbio manual, por R$ 53.690, e pode chegar até os R$ 64.690 cobrados pela versão LTZ 1.4 automática. Podem se gabar por ser mais barato do que o Hyundai HB20S topo de linha, atualmente vendido por R$ 65.175, mas vai criar problema até dentro da Chevrolet, já que o Cobalt LTZ 1.8 custa R$ 60.890 e é mais espaçoso.