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SUV que faz 10,1 km/l na cidade com novo motor 1.6 e câmbio automático quer um lugar na sua garagem. Acompanhe as nossas impressões

JAC T40 CVT: novo motor 1.6 a gasolina e câmbio automático deram mais conforto  e economia ao modelo chinês
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JAC T40 CVT: novo motor 1.6 a gasolina e câmbio automático deram mais conforto e economia ao modelo chinês

Os chineses fazem uma nova aposta no Brasil. Pouco depois do anúncio de que a JAC Motors iria tomar posse do Complexo Industrial de Itumbiara (GO), no ano passado, a Caoa comprou a maior parte das operações da Chery no Brasil. Em seguida, surge o Tiggo 2. Isso é importante para a história que iremos contar hoje, como você verá no decorrer da avaliação. Mas chegou a hora de saber como anda o novo JAC T40 CVT.

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O JAC T40 CVT nasceu em esboços como um hatch compacto. A intenção inicial da marca era competir no mesmo segmento de Sandero, Ka e Onix, mas com a ascensão dos SUVs no início da década, tudo mudou. Elevaram a frente e ajustaram os ângulos de ataque e saída. O hatch dos primeiros desenhos foi ganhando características mais sólidas e musculosas até se tornar um SUV. Este trabalho foi acompanhado de perto, desde 2011, pelo empresário Sergio Habib.

Apesar de suas semelhanças gritantes com o Hyundai ix35, é inegável que o T40 é um dos SUVs mais equilibrados de seu segmento no visual. O acabamento interno também encantava, sendo muito superior até ao que estamos acostumados nos SUVs de entrada. Tem até revestimento de couro no painel, e a montagem está longe de ser frágil ou mal feita. Destaque também para o acabamento preto brilhante no painel.

Sua versão 1.5, com câmbio manual, agrada pelo custo-benefício, mas deixou aquela impressão de que faltava fôlego.  Nossa reportagem teve a oportunidade de dirigir uma unidade 1.6, com apenas 28 km rodados, e a própria marca alertou que poderia haver resquícios de combustível chinês nos dutos.

 Nos primeiros quarteirões a bordo do T40 1.6 CVT, devo dizer que o conforto urbano está mais do que garantido. Ainda mais com a função start-stop ligada, para economizar combustível. Fazer mais de 10 km/l com um SUV é o sonho de qualquer comprador deste segmento, que tem o histórico de não priorizar o consumo. O T40 garante uma condução agradável e tranquila para as grandes cidades, onde o único contra seria um certo atraso na resposta da direção - característica que acompanha vários carros chineses.

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Entretanto, no trecho rodoviário, o SUV da JAC pediu mais fôlego. Com o ajuste mais voltado à redução de combustível,  os 138 cv de potência e os 17,1 kgfm de torque se mostram insuficientes para puxá-lo. O carro tem apenas 10 cv a mais que a versão manual, com motor 1.5, que já ficou devendo no quesito desempenho.

Interior vem com central multimídia e revestimento caprichado com costuras vermelhas aparentes
Divulgação
Interior vem com central multimídia e revestimento caprichado com costuras vermelhas aparentes

 Paga-se o preço também no isolamento acústico abaixo da média, ainda mais fazendo o motor girar nas alturas. O piloto automático é eficiente apenas enquanto segura a velocidade selecionada. Se o condutor apertar consecutivamente os botões no volante multifuncional para reajustá-la, o T40 irá demorar tanto que será melhor usar a sola do sapato de uma vez. Portanto, fica clara a verdadeira vocação do T40 para as cidades. A marca já deixou claro que o SUV receberá versão flex no futuro, o que poderá melhorar seu desempenho no etanol.

 Como mencionamos, o T40 traz o bom acabamento que já elogiamos na versão 1.6. É possível atestar pelo vídeo que publicamos abaixo que o SUV é mais arrojado que os hatches compactos e até alguns SUVs. Lembre-se que o Mitsubishi ASX tem acabamento apenas de plástico, com poucas partes de couro. A central multimídia é honesta e intuitiva, com destaque para as respostas. GPS integrado? Não... De acordo com Habib, até mesmo na Europa as pessoas que andam de Land Rover se renderam ao Waze no celular.

 O T40 tem 4,13 m de comprimento por 1,75 de largura. O entre-eixos é de 2,49 m, enquanto o porta-malas tem 450 litros de capacidade. Interessante também foi entender como a marca entende que o T40 CVT irá se inserir no mercado brasileiro, o que faz total sentido para um SUV urbano. Ao fim do test-drive, pudemos ter noção das impressões de Sergio Habib sobre o mercado brasileiro não apenas pelo ponto de vista dos fabricantes, mas também dos concessionários.

Invasão chinesa no Brasil

Chery Tiggo 2: fabricado no Brasil, SUV parte de R$ 59.990 com estilo moderno e boa lista de itens de série
Cauê Lira/iG Carros
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 Habib está fechando as portas de 12 concessionárias da CItroën e 2 da Peugeot. Deste apanhado, duas se tornarão JAC Motors. De acordo com o empresário, os produtos da JAC se encontram hoje no mesmo patamar do valor médio que brasileiros gastam com carros: R$ 70 mil. Custando R$ 69.990, a marca reforça sua confiança nessa numerologia e tem a expectativa de vender 600 unidades do T40 (entre manual e CVT) por mês.

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 A nacionalização do JAC T40 ficará para o começo de 2020. Além de assumir as instalações da antiga fábrica da Mitsubishi em Itumbiara (GO), a marca também terá que lidar com o processo judicial do Governo da Bahia. A marca planejava se instalar no Estado, mas diz que as autoridades não cumpriram com os incentivos combinados. “Estamos nos defendendo na justiça”, diz Habib. “Mas as movimentações para iniciar nossa operação em Itumbiara (GO) está adiantada. A carroceria do T40 sairá pintada da fábrica da Mitsubishi em Catalão (GO), e será montado em Itumbiara”.

Apesar de ser um concorrente direto do T40, a chegada do Chery Tiggo 2 às lojas também trouxe um sorriso aos executivos da JAC. “É muito interessante para nós que a Caoa Chery tenha lançado um bom produto agora. Reforça a qualidade das marcas chinesas” diz Habib. Confira a seguir a ficha técnica do JAC T40 CVT  e assista ao vídeo abaixo.

Ficha técnica 

Preço: R$ 69.990

Motor: 1.6, quatro cilindros, gasolina

Potência: 138 cv a 4.000 rpm

Torque: 17,1 kgfm a 4.00 rpm

Transmissão: CVT, simulando seis marchas

Suspensão: independente, McPherson (dianteira), eixo de torção (traseira)

Freios: disco ventilados (dianteira), disco sólido (traseira)

Porta-malas: 450 litros

Dimensões: 4,13 m (comprimento) 1,75 (largura), 1,56 (altura) 2,49 (entre-eixos)

Consumo: 10,1 km/l (cidade), 14,1 km/l (estrada)


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