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Nova versão mais em conta da linha do sedã começa a ser vendida pelo preço sugerido de R$ 99.900 com uma lista interessante de equipamentos

Nova versão do Volkswagen Jetta 2019 se posiciona entre Virtus Highline (R$ 79.990) e a versão Comfortline (R$ 109.990)
Guilherme Menezes/iG
Nova versão do Volkswagen Jetta 2019 se posiciona entre Virtus Highline (R$ 79.990) e a versão Comfortline (R$ 109.990)

Pensando bem, R$ 100 mil é muito dinheiro. Quando se fala de carros, os especialistas de mercado das fabricantes concordam que a renda mensal de quem procura um veículo desse valor costuma ser de R$ 20 mil ou mais — muito além dos R$ 2.154 de renda per capita média entre os assalariados, segundo o levantamento mais recente do IBGE (2017). Desse modo, o que se compra hoje em dia, por menos de R$ 100 mil, que venha com conforto, desempenho, segurança, equipamentos, eficiência, assistências e outros atributos de modelos “premium”? 

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Mesmo que venha sem banco de couro, até antes do Volkswagen Jetta 2019 de entrada ter sido anunciado para o mercado, entre carros equipados com acessórios de luxo de última geração, à venda por menos de R$ 100 mil, temos apenas Ford Focus SE Plus (R$ 91.000) — com alguns adicionais para a versão Titanium (R$ 101.800) — e o Chevrolet Cruze LT 1.4 turbo (R$ 96.790).

Em relação a ambos os rivais, o sedã da VW não conta com faróis de neblina, e nem câmera de ré. Ante o Focus, não tem as trocas de marcha no volante, rebatimento elétrico dos retrovisores e retrovisor fotocrômico, enquanto não traz o sistema de recuperação de direção e o sistema concierge   OnStar do Cruze. Mas, ao contrário de ambos, vem com faróis de LED, freio de estacionamento elétrico, porta-luvas climatizado, sensor de proximidade dianteiro, além de ser o mais rápido de 0 a 100 km/h.

Tudo bem que as marcas japonesas são mais conhecidas pelos baixíssimos níveis de depreciação e têm a fama da ótima confiabilidade, tudo bem que o Mitsubishi Lancer é um sedã médio que custa menos de R$ 80 mil, e tudo bem que outro deles, o Nissan Sentra de entrada, também um dos mais em conta (custa pouco mais de R$ 80 mil) e traz mais equipamentos que o Toyota Corolla de entrada (R$ 90 mil). Mas enquanto falarmos de equipamentos de última geração em carros de R$ 120 mil para mais, os modelos de marcas asiáticas abaixo dos R$ 100 mil não têm a menor chance.

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Saindo do pequeno comparativo com os rivais, o lançamento da VW traz, além de itens mais simples: ar-condicionado digital de duas zonas, seis airbags, sensor de chuva, controle de estabilidade, start-stop, assistente de partida em rampas, central multimídia de 8 polegadas com conectividade Android Auto e Apple Car Play, limpador de pára-brisa automático, vetorização de torque sensor de estacionamento dianteiro e traseiro e volante multifuncional. Quem pagar R$ 10 mil a mais pela versão Comfortline, levará rodas de 17 polegadas (ante as 16 da versão de entrada), seletor de modo de condução e os bancos de couro.

Ao volante da nova versão do Volkswagen Jetta 2019

Volkswagen Jetta 250 TSi vem vem equipado, mas não conta com itens como hastes atrás do volante para troca de marchas
Divulgação
Volkswagen Jetta 250 TSi vem vem equipado, mas não conta com itens como hastes atrás do volante para troca de marchas

Os proprietários do Jetta da geração anterior — já considerado um carro de entusiastas — têm atributos em seus carros que não verão no modelo 2018 e 2019. Vinha com câmbio de dupla embreagem e suspensão multilink no eixo traseiro, bem como motor 2.0 turbo na configuração mais completa. Agora o carro está mais pacato e é preciso ter uma certa paciência com o conjunto do Jetta, que leva alguns instantes para responder depois de pisar no acelerador, mas mesmo assim, o desenvolvimento do motor em todas as faixas de rotação é invejável para a sua categoria — não à toa que vai até 100 km/h em 8,9 segundos, de acordo com os números da fabricante. 

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Quanto à sensação do “chão”, é bastante confortável — devido ao alongamento da distância entre-eixos e os pneus de perfil 60 (mais altos) — e transmite uma sensação de firmeza em curvas rápidas e mais acentuadas. Ainda falando em sensações, causa boa impressão a estabilidade do sedã da VW e o baixo nível de ruído. 

Não realizamos testes instrumentados, mas ante os rivais da sua categoria, o sedã atrai pela mecânica eficiente, com consumo de combustível (gasolina) na casa dos 11 km/l na cidade e 14 km/l na estrada, de acordo com o Inmetro. E são números que parecem mesmo condizer com a realidade, uma vez que viajamos mais de 150 km com o carro, em trechos de cidade e rodovia, e o ponteiro de combustível pouco saiu do lugar.

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Com relação ao Volkswagen Jetta 2019 de entrada, a marca pode ter uma ameaça dentro da própria linha: o Virtus GTS. Se for lançado, usará o mesmo conjunto mecânico 1.4 TSi com câmbio automático de seis marchas. O Virtus esportivo, ainda sem data para ser lançado, pode custar próximo dos R$ 100 mil, oferecendo mais versatilidade, com 22 cm de comprimento a menos.

Ficha Técnica - VW Jetta 250 TSI 1.4

Preço: R$ 99.990
Motor: 1.4, quatro cilindros, turbo flex
Potência: 150 cv a 5.000 rpm
Torque: 25,5 kgfm a 1.400 rpm
Transmissão: automático, seis marchas, tração dianteira
Suspensão: Independente, McPherson (dianteira) / eixo de torção (traseira)
Freios: Discos ventilados (dianteiros) / discos sólidos (traseiros)
Pneus: 205/60 R16
Dimensões: 4,70 m (comprimento) / 1,80 m (largura) / 1,47 m (altura), 2,69 m (entre-eixos)
Tanque: 50 litros
Porta-malas: 510 litros
Consumo etanol: 7,4 km/l (cidade) / 9,6 km/l (estrada)
Consumo gasolina: 10,9 km/l (cidade) / 14 km/l (estrada)
0 a 100 km/h: 8,9 segundos
Velocidade máxima: 210 km/h