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Modelo de R$ 56.690 chega para se tornar uma opção mais em conta entre os hatches compactos com visual que lembra o dos SUVs. Veja avaliação

Ford Ka Freestyle
Cauê Lira/iG Carros
Ford Ka Freestyle anda bem nos ladrilhos do Pelourinho e nos buracos de Itapuã, mesmo com motor 1.0

Não é segredo para ninguém que a Ford vem passando por um árduo processo de reestruturação no mundo todo. No Brasil, por outro lado, ainda ostentam segunda colocação no ranking dos carros mais vendidos, graças ao sucesso do Ka. Parte deste recomeço compreende o lançamento da nova linha do Ford Ka Freestyle 2020, com visual aventureiro e motor 1.0, a partir de R$ 56.690.

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Além do Ka, o EcoSport Freestyle também ganha alguns retoques estéticos, como teto pintado de preto, farol de máscara negra, rodas usinadas de aro 16 e um novo anteparo na dianteira. No caso do Ford Ka Freestyle  1.0, a única diferença fica por conta do motor, uma vez que o visual é o mesmo, assim como o nivel de equipamentos.

Ou seja, a suspensão recalibrada do modelo 1.5, de R$ 64.990 é a mesma do compacto “mil”. Na comparação com as versões mais em conta do 1.0 do Ka,  os pneus são maiores, nas proporções 185/60, com rodas aro 15. Os amortecedores e molas também garantem um comportamento mais suave em superfícies ásperas, algo que ficou bem evidente nas ruas de ladrilhos da região do Pelourinho, em Salvador (BA).

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O vão livre do solo é de 188 mm, fazendo com que o Ka Freestyle supere obstáculos urbanos, como lombadas e valetas, sem maiores dificuldades. Bom para rodar nos arredores de Itapuã, no litoral norte de Salvador, onde Vinicius de Moraes se inspirou para compor um de seus maiores sucessos.

Este pequeno aventureiro leva o mesmo motor 1.0, de 85 cv e 10,7 kgfm a 3.500 rpm das versões básicas. O câmbio é manual, de cinco marchas, mostrando que o Freestyle tem vocação para a cidade. Isso é comprovado pelo consumo de 9,2 km/l na cidade e 10,7 km/l na estrada com etanol, e 13,4 km/l e 15,5 km/l, respectivamente, com gasolina.

Além do consumo, trambulação e escalonagem do câmbio agradam. O Ka proporciona trocas bem macias, mas a transmissão ainda poderia ter um arranjo mais curto e direto nos engates.
Pesando 1.037 kg, a unidade 1.0 é mais que suficiente para puxar o levíssimo subcompacto na cidade. A situação fica mais complicada na estrada, onde o Ka carece de fôlego. É difícil imaginar uma família viajando com o subcompacto, ainda mais com o porta-malas de apenas 257 litros. Três mochilas já preenchem uma boa área do compartimento.

Altos e baixos

Ford Ka Freestyle
Divulgação
O painel do Ford Ka Freestyle traz acabamento bicolor, tal como a versão mais cara com motor 1.5

A segurança está garantida com quatro airbags e controle de estabilidade de série. Pelo preço, o Ka Freestyle se torna um dos carros mais baratos do Brasil a contar com este dispositivo eletrônico. Por mais que a Ford não considere que a versão 1.0 seja concorrente direta do Argo 1.3 Trekking , o aventureiro da Fiat não possui esse item de segurança.

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O sistema multimídia, porém, sofre um downgrade na linha 2020. A central, que antes integrada o sistema Sync 3, passa a adotar o 2.5. Neste caso, perde-se uma entrada USB no painel, comandos por voz e a tela, que vai de 8 para 6,5 polegadas. Esta é outra mudança que afeta tanto o Ka quanto o EcoSport: a partir de agora, apenas as versões mais caras do SUV terão o Sync 3.

O objetivo do Ford Ka Freestyle é preencher o máximo de categorias possíveis dentro de seu segmento. Os rivais Sandero Stepway , Yaris X-Way e Fiat Argo Trekking não possuem versões com motor 1.0 - consequentemente, mais em conta E a Ford pretende preencher esta lacuna para aumentar as vendas do compacto, que hoje ocupa a terceira colocação no ranking da Fenabrave.