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Modelo com esportividade do GTI chega às lojas no último trimestre do ano com preços e data a serem definidos. Confira as primeiras impressões

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Guilherme Menezes/iG
Volkswagen Golf GTE: O hatch é um carro elétrico, um carro a combustão e um esportivo híbrido

O híbrido Volkswagen Golf GTE 2020 chega ao Brasil. Confirmado para o último trimestre deste ano, com previsões para novembro, o carro será o primeiro dos seis eletrificados da América Latina até 2023 e o 14º lançamento global dos 20 previstos até 2020. O primeiro híbrido da VW do Brasil sairá por algo em torno dos R$ 200 mil, mas a fabricante afirma que ainda terão reuniões para bater o martelo quanto ao preço.

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Seguindo a tradição do Volkswagen Golf GTI , o GTE foi pensado para entregar dsempenho parecido, mas com emissão de poluentes irrisórios. Isso não aconteceria sem a união do motor a combustão de 1.4 TSI (150 cv e 25,5 kgfm) e um motor elétrico de 75 kW (102 cv e 33,6 kgfm). Combinados, geram 204 cv e 35,7 kgfm. Com os dois em funcionamento, acelera de 0 a 100 km/h em 7,6 segundos, chegando aos 222 km/h. E se o motor elétrico for a única fonte escolhida, o Volkswagen Golf GTE plug-in pode atingir velocidades de até 130 km/h.

Entre outros benefícios restritos aos carros com dois motores, principalmente quando um deles é elétrico, está a autonomia. No “e-mode”, sem o motor 1.4 em cena, roda até 50 km. Entretanto, com os dois juntos, temos o híbrido que pode chegar aos 900 km. E, por fim, a transmissão DSG de 6 marchas com função Tiptronic do GTI, que gerencia ambos os motores.

Personalidade múltipla

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Divulgação
É com os inúmeros recursos que se configura qual lado do GTE que vai prevalecer

Por fora, se distingue pelas rodas de 18 polegadas que só estão no GTE, além dos logotipos e da dupla saída de escape, que ao contrário do GTI — que tem uma em cada extremidade da traseira — ambas ficam no canto esquerdo.

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Por dentro, tem opção dos bancos de couro ou em tecido xadrez — referência do GTI desde 1976 — acabamento discreto na cor azul da sigla GTE em detalhes como a manopla de câmbio, e os mesmos equipamentos do “irmão” esportivo somente a gasolina.

Entre os quais, a central multimídia de última geração com câmera de ré e GPS embutido e tela sensível ao toque de alta resolução, monitoramento da pressão dos pneus, sensores que acionam os faróis e limpador de para-brisa automaticamente, sistema Stop&Start, retrovisor fotocrômico, controle de velocidade de cruzeiro, porta-luvas climatizado, lanternas traseiras com LED e outros.

Ao volante, em uma volta ao redor da fábrica da VW em São Bernardo do Campo (SP), a mesma boa ergonomia de qualquer Golf. Os equipamentos podem ser facilmente acessados e manuseados com intuitividade, bem como os recursos adicionais de monitoramento do conjunto mecânico híbrido contribuem para um melhor envolvimento homem-máquina.

Falando em envolvimento, o carro mostra como a tecnologia é capaz de fazer, cada vez mais, vários “carros” se integrarem a apenas um. Isso no sentido de que se você escolhe o modo elétrico, ele será efetivamente um carro elétrico. Se escolheu o modo apenas a combustão, será um Golf 1.4 TSi sem tirar e nem por. E no modo mais divertido, o “GTE mode” (elétrico + combustão), ele é um carro realmente esportivo. Não é como na maioria dos carros, que quando se pressiona o modo Sport, uma coisa ou outra muda e, sensorialmente, quase não se nota a diferença.

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Guilherme Menezes/iG
A traseira é uma mistura de Golf TSi com o GTI, com as ponteiras do primeiro e o posicionamento do logotipo do segundo

Apesar dos números similares, o Golf GTE só não é idêntico ao GTI na resposta da aceleração. No 2.0 turbo de 230 cv e 35,7 kgfm, é preciso esperar o motor encher um pouco mais para se obter o mesmo resultado, e em contrapartida, quando isso ocorre, ainda se observa um carro mais veloz que a novidade eletrificada.

Outro ponto é que não há mágica no quesito conforto quando se pensa em conciliar com o desempenho. Logo, a suspensão não consegue amenizar tanto os solavancos, principalmente ao passar por piso irregular, algo que no  Jetta GLI que testamos não é tão evidente — pelo fato do seu segmento exigir um uso mais moderado.

E como as baterias dos carros híbridos e elétricos se recarregam? Isso pode ocorrer por meio de seu deslocamento, das desacelerações com ou sem o pedal de freio ativo, e principalmente no modo “B” que é acionado na manopla de câmbio — onde no GTI fica o modo S do câmbio. Nessa posição da manopla, a atuação do freio-motor será intensificada, regenerando energia de forma acelerada.

Vale lembrar que o hatch pode usar o motor a combustão para recarregar as baterias. Além disso, pode-se usar o  sistema plug-in ligando o   Volkswagen Golf GTE a uma tomada de 220V, ou a uma estação de recarga, para que após 2h45 as reservas de energia saiam do 0 e cheguem aos 100%, diz a fabricante.