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Troller TX4 chega com para-choques e estribos redesenhados em relação às demais versões com câmbio manual

Após boa aceitação no Salão do Automóvel 2018 e muitos testes realizados por engenheiros e clientes experientes em off-road, eis que chega a primeira versão do Troller com câmbio automático. Batizado de TX4, são cobrados R$ 167.530 pela novidade que, segundo a marca, representa o ápice das capacidades do jipe em situações mais exigentes. É sempre pintado na cor Azul Naval, em combinação com três opções de cores: Marrom Trancoso, Verde Maragogi ou Prata Geada.

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A lista de itens de série do novo Troller TX4 continua com para-choques e estribos redesenhados e com os faróis e lanternas de LED (com acendimento automático) resistentes à água e lama com 80% a mais de luminosidade. Há também central multimídia da JBL, com tela de 6,75 polegadas sensível ao toque e compatível com Android Auto e Apple Car Play, ancoragem ISOFIX para cadeirinhas infantis, entre outros.

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Traseira com estepe na tampa do porta-malas se diferencia apenas pela nova combinação de cores da carroceria

O utilitário não deixa fora o novo diferencial traseiro blocante com acionamento elétrico, grande destaque que aumenta o desempenho em piso irregular transmitindo força para as rodas de acordo com as condições de aderência. Além disso, o jipe vem equipado com freios ABS com distribuição eletrônica de frenagem (EBD), mas continua sem airbags, controles de estabilidade e tração.

Os de entrada (53º) e de saída (50º) do Troller TX4 fazem par com o ângulo de transposição de rampa (30º), a inclinação máxima lateral (40º) e rampa máxima (45º). O vão livre do solo sob os eixos é de 227 mm (dianteiro) e 208 mm (traseiro), enquanto o vão livre do solo sob o entre-eixos é de 316 mm. Sua carroceria é feita a partir de SMC, com um chassis de longarinas de perfil retangular. Isso harmoniza bem com as suspensões dianteiras e traseiras de eixo rígido com molas helicoidais e amortecedores de dupla ação.

Estão disponíveis os modos de tração 4×2 (asfalto, terra batida seca e concreto), 4×4 High (lama, areia, terra batida/grama/vegetação molhada), podendo ser acionada em velocidade de até 120 km/h, e 4×4 Low (erosões, travessias alagadas, ladeiras íngremes, areia e duna). Este último, com o veículo parado e o câmbio na posição N (Neutro).

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Primeiras impressões

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Com o snorkel mais alto que o teto, o carro pode submergir à vontade

Após a aquisição da marca pela Ford, a equipe de engenharia já havia aprimorado bastante o carro, em todos os quesitos. Com o TX4 , entretanto, os projetistas tiveram o objetivo de fazer com que qualquer um se transforme em piloto no off-road, ao mesmo tempo em que, em uso urbano, os condutores consigam desfrutar de mais conforto.

Nesse último quesito, os pneus “lameiros” não se mostraram tão ruidosos assim, ao mesmo tempo em que, mesmo em curvas mais ousadas no asfalto, a previsibilidade de seus movimentos e a comunicação dos pneus com a direção não geram insegurança ao volante. Por outro lado, a partir de 100 km/h, é bom manter o volante sempre centralizado, uma vez que ventos mais fortes podem desequilibrá-lo um pouco.

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Sujo de lama fica ainda mais adequado, não acha?

É claro que nenhum Troller foi feito para uma condução esportiva no asfalto. Entretanto, ainda assim a conclusão que se tira é que pode ser sim um carro de uso inclusive diário — se os módicos 149 litros de malas, a rigidez do chassi e a suspensão mais dura não forem um incômodo. Os pneus, segundo os engenheiros da marca, não apresentam desgaste acelerado no asfalto ante outros modelos mais urbanos. Com escalonamento de marchas mais curto do que nas picapes da marca, seu câmbio automático de seis marchas mantém o fôlego do motor 3.2 Duratorq, turbodiesel, de cinco cilindros, de 200 cv e 47,9 kgfm sempre em alta.

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Divulgação
Interior conta com bancos revestidos de couro e central multimídia com rela sensível ao toque de 6 polegadas

Já fora do asfalto, é tão capaz quanto o seu visual dá a entender. Sua força de sobra não obrigou, em nenhum do momento do teste — que contou com poços profundos de lama, aclives de mais de 40º e outros — que usássemos mais que meio pé de acelerador. Sua suspensão com 53º de ângulo de ataque e 50º de saída, além de aumentar a valentia, tende a manter suas rodas sempre no chão, de modo a deixar a cargo da carroceria a “moldagem” do carro ao terreno. Mesmo que, em determinadas horas, o chacoalhar fosse inevitável, isso contribuiu inclusive para manter algum conforto em momentos de pancadas mais fortes.

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O blocante do diferencial traseiro, somado, claro, aos pneus Pirelli Scorpion 245/70 R17 (20% on-road e 80% off-road ), foi o suficiente para encarar os desafios às vezes sem a necessidade de acionamento da tração 4x4. Sempre que possível, ligar a tração do outro eixo nem é o melhor a se fazer, uma vez que o piloto do Troller perde a chance de dar boas serpenteadas e jogar lama para todos os lados, algo extremamente divertido de se fazer.

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