Audi TT RS 2021
Divulgação
Audi TT RS parte de R$ 442.990; perua RS4 Avant custa R$ 585.990, enquanto RS5 Sporback tem preço base de R$ 605.990

A sigla RS quer dizer “Rennsport”, que em tradução livre do alemão significa “carro de corrida”. Ela foi apresentada oficialmente como nomenclatura em 1994, quando a Audi pediu uma ajudinha da Porsche para lançar a lendária RS2 Avant. O modelo se tornou um marco na história dos esportivos alemães. E de lá pra cá, a Audi nunca mais foi a mesma.

Se é para conviver com um fardo, é melhor que seja com um que você mesmo criou. Essa foi a filosofia que fez a Audi aprimorar cada vez mais sua linha de esportivos ao longo dos últimos 26 anos. Neste mês, a história ganha continuidade com a chegada da linha 2021 dos esportivos da família RS ao Brasil.

O mais "em conta" deles é o cupê TT RS, que parte de R$ 442.990. Acima dele, a Audi conta com a perua RS4 Avant, que sai por R$ 585.990, e o sedã RS5 Sportback, de R$ 605.990. Com a pré-venda iniciada em meados de julho, a marca já acumula mais de 500 encomendas do trio.

Entre outros lançamentos, a marca também terá o novo RS e-tron GT, superesportivo elétrico com 646 cv de potência que pode acelerar de 0 a 100 km/h em apenas 3,5 segundos. O esportivo elétrico está marcado para chegar no Brasil na metade de 2021, mas a pré-venda deve começar ainda no primeiro semestre.

Para o nosso primeiro contato com o Circuito Panamericano, nova pista de testes da Pirelli, a Audi disponibilizou todos os lançamentos da linha RS 2021. Também aceleramos o SUV RS Q8 em um teste de frenagem, além do emblemático R8 em um desafio de slalon . Se você quiser conferir as impressões ao volante do novo RS5 Sportback , versão que chega ao Brasil para declarar a morte do Coupé , assista o vídeo do nosso colunista Falando de Carro clicando aqui .

Audi TT RS

As mudanças no novo Audi TT RS ficam restritas ao visual, e são bem discretas. O modelo ganhou novos para-choques dianteiro e traseiro, apostando em uma linguagem mais agressiva, com entradas e saídas de ar mais protuberantes. Um leigo não poderia apontar o que a Audi mudou na comparação com a linha 2020.

Infelizmente, este é um sinal de que o cupê esportivo da Audi está muito próximo do "canto do cisne". As vendas globais do TT como um todo caíram 45% em 2018 na comparação com o ano anterior. E de lá para cá, nada melhorou. A tendência é que o modelo deixe de ser produzido nos próximos anos para retornar na metade da década como um carro elétrico.

Isso não torna o TT RS um carro menos interessante para quem gosta de acelerar. Apesar do motor 2.5 ser menos brutal na comparação com o grande 2.9 da Audi RS4 Avant, o tamanho e peso do cupê esportivo colaboram para um desempenho digno de esportivos mais caros.

O modelo desenvolve 400 cv de potência e 48,9 kgfm de torque, com câmbio S-Tronic de dupla embreagem de sete marchas. Aliado aos 1.440 kg muito bem distribuídos em sua carcaça, o TT RS pode atingir 100 km/h em apenas 3,7 segundos, de acordo com a fabricante.

Apesar dos números surpreendentes, andar reto não é o mais legal na experiência de acelerar o TT RS na pista. Por conta da tração integral Quattro, o cupê esportivo da Audi tem comportamento direto nas curvas, mesmo em alta velocidade. A posição baixa para dirigir, mais próxima do centro de gravidade do carro, facilita que o condutor encontre o ponto de equilíbrio entre a força do acelerador e o grau de esterçamento do volante.

Na saída das curvas, basta pisar fundo para que o TT RS dê uma leve deslizada com as quatro rodas – o tal four-wheel drifting dos carros de tração integral –  enquanto o motor 2.5 grita de forma descontrolada. 

Por este preço, você só encontrará mais dois veículos com a mesma dinâmica de condução: o BMW M2 Competition, de R$ 482.950, ou o Porsche 718 Cayman, que parte de R$ 549.990.

Audi RS4 Avant

Trocamos a dinâmica de “carro de corrida” do TT RS pela elegância familiar do foguete Audi RS4 Avant . Com o facelift, o modelo ganha faróis dianteiros com LEDs Matrix, para-choques redesenhados com entradas de ar maiores e rodas aro 20 com novo design. No interior, a antiga central multimídia controlada por um joystick se torna touchscreen , agora com 10,1 polegadas.

Seu motor continua sendo o 2.9 turbo de 450 cv de potência e 61,2 kgfm de torque, com câmbio automático de 8 velocidades. Trata-se do mesmo conjunto mecânico do Porsche Panamera, com pouquíssimas diferenças.

A tração Quattro volta a brilhar no Circuíto Panamericano. Se as rodas de um dos eixos da RS4 Avant perderem aderência e patinarem, a força motriz é direcionada para o lado oposto de forma progressiva através do diferencial auto-blocante.

De acordo com a Audi, 60% do torque vai para o eixo traseiro enquanto os outros 40% são direcionados para as rodas dianteiras. Além da agilidade e precisão nas curvas, o sistema Quattro também permite retomadas exageradas. É a mais pura lei do equilíbrio. Segundo a Audi, a RS4 Avant pode atingir 100 km/h em 4,1 segundos, com velocidade máxima de 280 km/h.

A charmosa perua esportiva também se mostra mais versátil que o TT RS por conta dos modos de condução. A Audi instalou um seletor que muda completamente o comportamento do carro, dependendo do que foi selecionado pelo motorista.

Vai pegar uma estrada? Basta colocar no modo “Dynamic”, que deixa direção e suspensão mais rígidas, alterando também a curva de entrega de torque. Para uma breve parada no supermercado, o modo “Comfort” pode servir bem para aliviar o impacto dos buracos das ruas brasileiras.

Conclusão

Vale lembrar que os modelos importados na linha 2021 não precisam obedecer às leis de controle de poluição sonora da Europa, portanto, roncam forte no Brasil.

Apesar de ser uma pena perder o Audi RS5 Coupé, a nova linha RS mostra todas as qualidades para manter o interesse dos milionários. Em um futuro não tão distante, todos estes modelos serão elétricos; portanto, aproveite enquanto é possível curtir seus motores a combustão.

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