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Tecnologia desenvolvida na MotoGP otimiza o controle sobre a motocicleta nas arrancadas. Veja como funciona e mais detalhes da esportiva

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Honda CBR 1000RR: Esportiva que aposta no custo-benefício e tem apoio da rede líder em participação de mercado

As Honda CBR 1000RR Fireblade e CBR 1000RR Fireblade SP acabam de receber uma alteração na versão 2019 atual, que otimiza a ação do ABS em freadas extremas, reduzindo sua atuação, que, por sua vez, aprimoram a estabilidade e a performance, segundo a marca. Além disso, o sistema Wheelie control — que impede a supermoto de empinar — passa a atuar de forma independentemente, o que permite o piloto realizar até uma derrapagem controlada para otimizar uma arrancada.

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A fabricante ressalta que, anteriormente, quando o sistema anti-empinamento não atuava independentemente dos outros controles, a Honda CBR 1000RR tinha um levantamento exagerado da roda dianteira durante as acelerações. Os preços partem de R$ 71.390 na versão padrão e chegam aos R$ 81.590 na versão de topo SP, que adiciona alguns componentes.

Itens de alta performance

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Equipamentos são os responsáveis pela eletrônica que oferece mais segurança e experiência

Na chegada da atual geração no fim de 2017, a moto esportiva veio equipada pela primeira vez com o acelerador eletrônico, além do sistema eletrônico de pilotagem em vários níveis, centralizado pela unidade de medição inercial IMU. São 5 modos de pilotagem, que ajustam o controle de tração, os freios ABS e o sistema anti-wheeling .

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São três os ajustes de fábrica (Street, Winding e Track), mais dois ajustes configuráveis pelo próprio piloto, que ficam memorizados no sistema. Cada um desses ajustes permite configurar a potência do motor da CBR 1000RR Fireblade em cinco níveis, nove para a seleção de torque e três para o freio-motor.

Falando em motor, desenvolve 192 cv (uma relação de quase 1 kg por cv), com capacidade de acelerar até 100 km/h em 2,9 segundos, de acordo com a marca. Os 11 cv a mais que na geração anterior se devem aos novos pistões e comandos de válvulas, com melhoras no fluxo de ar e aumento da taxa de compressão (passou de 12,3:1 para 13:1).

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Como se não bastasse, passou a contar com otimização na estrutura, sub quadro e balança traseira, além de pequenos detalhes que reduziram o peso em muitos componentes, como parafusos menores e eixos oco de menor espessura de paredes, com 1,8 mm de espessura da carenagem.

Entre os itens adicionados à versão SP, a Honda CBR 1000RR Fireblade de topo ganha sistema de embreagem automática quickshifter, que permite a troca de marchas sem precisar acionar o manete esquerdo e sem aliviar a aceleração; escapamento e tanque de combustível de titânio, 4 kg mais leve; bateria menor, feita de Li-On; suspensão semi-ativa Ohlins regulável eletronicamente em seis níveis (a outra tem suspensão Showa) e freios Brembo (Tokiko na versão convencional).