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Previsto para o último trimestre, hatch terá leve adaptação do design europeu. Descubra o que a Ford prepara para o modelo no Brasil

No lugar da nova geração do Ford Fiesta, no Brasil, teremos apenas uma mudança leve no design e mais equipamentos
Divulgação/Ford
No lugar da nova geração do Ford Fiesta, no Brasil, teremos apenas uma mudança leve no design e mais equipamentos

A Europa já conta com a nova geração do Ford Fiesta, que chegou às concessionárias no começo do ano, só que nós ficaremos com a versão atual. A Ford irá apostar em uma atualização no design, que o deixará um pouco mais competitivo. Porém, ao contrário do que se acreditava, o carro manterá a mecânica atual, sem trocar o motor pelo novo 1.5, de três cilindros e 137 cv que estreia no EcoSport.

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“Não é o momento”, explica uma fonte ligada à fabricante. A situação do mercado brasileiro, que ainda dá sinais estranhos sobre sua possível melhora, torna investimentos altos um risco muito grande. O novo 1.5 é importado da Índia – será produzido no Brasil no futuro, mas ainda sem data para que isso aconteça, enquanto a caixa automática vem da China. Importar os dois elevaria o preço do Fiesta .

E preço é a palavra-chave. A Ford sabe que o Fiesta acabou ficando muito mais caro e isso aumentou a canibalização em relação ao Ka. Com novos concorrentes como Fiat Argo e Volkswagen Polo, precisam que o compacto volte a ser relevante. Por isso a pressa pela mudança no visual acontecer ainda neste ano, mesmo que tenha que manter a mecânica atual.

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Mais equipado

Dessa forma, o Fiesta renovado irá se diferenciar pelo visual e equipamentos. Terá o sistema multimídia Sync 3, com tela de 6,5 polegadas sensível ao toque nas versões mais em conta e de 8 polegadas no topo de linha Titanium. Alguns itens devem aparecer nas configurações mais em conta. Atualmente, o Fiesta tem controle eletrônico de estabilidade e tração a partir da versão SE Plus. A configuração Titanium Plus oferece sete airbags. Ambos são equipamentos que podem virar itens de série.

A reestilização  será bem leve, com mudanças concentradas nos faróis e na grade. A entrada de ar terá formato um pouco diferente do modelo atual, mais fina do que a atual. Os faróis são arredondados. Ao contrário do novo Fiesta europeu, o nacional deve manter as luzes de neblina redondas. Na traseira, se a Ford resolver mudar algo, será apenas o desenho interno das lanternas, pois o formato será o mesmo – a nova geração tem lanternas na horizontal.

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Sem o novo 1.5 e o câmbio automático, o Fiesta seguirá sendo oferecido com o motor 1.6 Sigma TiVCT, de 128 cv e 16 kgfm de torque a 5.000 rpm, que pode funcionar com câmbio manual, de cinco marchas, ou automatizado, de dupla embreagem Powershift, de seis.  Os modelos mais caros trocam o 1.6 pelo 1.0 EcoBoost, de 125 cv e 17,3 kgfm a 1.400 rpm. Ou, pelo menos, até a Ford coneçar produzir o novo 1.5 no Brasil.

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