
Os Estados Unidos são um dos principais centros de golfe do mudo, com milhares de campos de alto nível profissional e torneios sediados pela United States Golf Association. A Fiat, portanto, não perdeu tempo e decidiu investir em um mercado onde a maioria dos consumidores possui um estilo de vida mais elevado.
O Fiat Topolino, microcarro 100% elétrico destinado a rodar em locais fechados, estreia no mercado norte americano como uma opção para transportar passageiros em resorts, clubes, marinas e, como citado anteriormente, campos de golfe.
O preço pode parecer competitivo, mas o elétrico não foi desenvolvido para substituir veículos convencionais nas ruas.
Motorização e desempenho
Baseado no Citroën Ami, o Topolino possui apenas 2,53 metros de comprimento e equipa um motor elétrico de 8 cv, alimentado por uma bateria de 5,4 kWh. O conjunto mecânico promete uma autonomia de 74 km por carga, enquanto sua velocidade máxima é restrita a 30 km/h. Sua recarga completa é realizada em 5 horas em uma tomada convencional.
Opções de design
Nos EUA, o modelo será oferecido em duas versões: a versão de entrada é equipada com duas portas assimétricas e teto panorâmico de vidro. Já a versão Dolcevida substitui as portas por cordas e adota uma capota retrátil de tecido. Ambas possuem a mesma cor e motorização.

A Motori & Co., marca parceira da Fiat, oferece ainda versões personalizadas do modelo, como a Gran Premio, com velocidade máxima de 40 km/h e pintura customizada em preto e vermelho.
Mercado
Por enquanto, a Fiat disponibilizou apenas 300 unidades do modelo para a América do Norte, embora o lançamento oficial do Topolino esteja programado para outubro deste ano.
O modelo não precisa cumprir com os testes padronizados exigidos para os automóveis. O microcarro possui cinto de segurança, porém não equipa airbags nem zonas de deformação, além de possuir um peso muito menor que os carros convencionais, justamente por não ser um veículo destinado às ruas.
Mesmo assim, para dirigir o Topolino nos Estados Unidos, é necessário possuir habilitação para circular em vias públicas, o que reduz seu uso entre menores de idade e pessoas que não possuem a licença.
No Brasil, o modelo já foi apresentado em eventos automotivos e algumas de suas unidades foram importadas de forma independente, mas não possui homologação para circular em vias públicas brasileiras.
Os exemplares que foram trazidos para o país só podem circular em condomínios e clubes, além de estarem disponíveis por R$ 200 mil, muito acima do preço oferecido para os EUA.
*Estagiária sob supervisão