Quase metade do que é fabricado era destinado para o mercado brasileiro

Fábrica da Volkswagen em Pacheco (Argentina).
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Fábrica da Volkswagen em Pacheco (Argentina).

A crise não afeta apenas as fábricas de automóveis nacionais. Diversas montadoras na Argentina estão buscando soluções para sobreviver com a queda das exportações para o Brasil. Segundo o jornal La Nación , a Volkswagen irá cortar o terceiro turno da fábrica em Pacheco por culpa da recessão que nós estamos enfrentando, mandando 1.200 trabalhadores para casa.

Não é difícil entender o que levou a marca a tomar essa decisão. A fábrica produz apenas dois modelos: a picape Amarok e a perua SpaceFox (conhecida por lá como Suran), modelos vendidos por aqui. Metade da produção é destinada para exportação e 80% delas são enviadas para o Brasil. Isso significa que, a cada dez veículos produzidos, quatro são exportados para cá. A fábrica em Córdoba também teve um corte de 120 funcionários, que montavam a transmissão MQ200.

Situação semelhante vive a Fiat com sua fábrica em Ferreyra. O complexo era responsável pelas versões Attractive do Palio , equipadas com motor Fire Evo, e o Siena EL. Com a chegada do Mobi , a marca mudou a produção do Palio de Betim (MG) para a Argentina. No caso da empresa italiana, 60% do que sai da fábrica em Ferreyra era enviado para cá.

Outra que passa por aperto é a Ford.  Tanto o Focus quanto a Ranger vendidos por aqui vem da Argentina e a queda nas vendas levou a marca a dispensar 200 funcionários no ano passado. A situação pode melhorar um pouco com o lançamento da Ranger reestilizada, programado para em abril.

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