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Eles são tão bons quanto os líderes, mas não conseguem engrenar nas vendas

Conforme nos aproximamos da premiação do Oscar, surgem listas e mais listas de filmes injustiçados por não estarem nas seletivas. De acordo com os críticos especializados, “Nasce Uma Estrela” de Bradley Cooper merecia uma aparição entre os concorrentes ao Melhor Filme. Outra injustiça, conforme os cinéfilos, é a ausência de Toni Collete para o título de Melhor Atriz do ano, uma vez que sua performance em “Hereditário” foi muito elogiada. Assim como na indústria do cinema, também podemos enumerar alguns carros injustiçados pelo público.

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Não que eles mereçam uma estatueta, mas alguns modelos não recebem a devida atenção no mercado brasileiro. No clima da premiação do Oscar, que começará em menos de um mês, enumeramos a lista dos cinco carros injustiçados pelo público brasileiro. 

1 - Suzuki S-Cross

Suzuki S-Cross é um dos carros injustiçados entre os SUVs,mesmo com seu conjunto maduro
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Suzuki S-Cross é um dos carros injustiçados entre os SUVs,mesmo com seu conjunto maduro

Com o fim das importações do Grand VItara em 2016, a linha da Suzuki foi reduzida ao jipinho Jimny, a versão convencional do Vitara e o misterioso S-Cross. Mas por que este termo para definí-lo? O S-Cross parte de R$ 111.990, o mesmo valor do Jeep Compass - o SUV mais vendido do Brasil em 2018 com 60 mil emplacamentos. Em uma categoria tão badalada, poucos lembram do acertado Suzuki S-Cross, ou o consideram como uma boa opção de compra.

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Não demorou muito tempo para o Suzuki S-Cross conquistar nossos corações. O SUV mostra que tem um dos conjuntos mecânicos mais maduros de sua categoria, oferecendo o prazer de dirigir de um hatchback médio para um público que busca algo aventureiro. Para isso, a Suzuki instalou três modos de condução no S-Cross (na versão 4Style): automático, sport, neve e bloqueio do diferencial. Seu motor 1.4 turbinado bebe apenas gasolina, entregando honestos 146 cv de potência e 23,5 kgfm de torque. Em um mundo de SUVs cada vez mais urbanos, é bom poder contar com uma opção aventureira como o  Suzuki S-Cross.

2 - VW Golf

Uma lista de carros injustiçados não poderia ficar sem o VW Golf. O hatch afunda em um segmento moribundo no Brasil
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Uma lista de carros injustiçados não poderia ficar sem o VW Golf. O hatch afunda em um segmento moribundo no Brasil

Sabe qual seria a última coisa que faríamos com R$ 100 mil em mãos? Comprar um SUV. Por outro lado, o VW Golf mantém a dinâmica, o requinte e a versatilidade de um dos melhores hatches médios disponíveis no mercado. De acordo com o levantamento da Fenabrave (Federação Nacional de Distribuição de Veículos) sobre o ano passado, o segmento corresponde a meros 0,6% das vendas nacionais.

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O próprio Golf emplacou uma média de 250 unidades por mês em 2018, totalizando 3 mil unidades vendidas. Pouco, tratando-se de um dos sonhos de consumo dos jovens. Sua versão mais barata surge com motor 1.0 TSI de 128 cv de potência. A intermediária ainda conta com o 1.4 TSI de 150 cv, enquanto o emblemático 2.0 GTI desenvolve divertidos 230 cv de potência. É uma pena que a Volkswagen cobre tanto por um carro dessa categoria.

3 - Ford Focus Fastback

O Focus Fastback é a prova de que os sedãs médios estão definhando entre os carros injustiçados
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O Focus Fastback é a prova de que os sedãs médios estão definhando entre os carros injustiçados

Nosso colunista AutoBuzz publicou no ano passado que os sedãs médios seguirão exatamente o mesmo caminho de peruas e hatches médios nos próximos anos. Conforme a Fenabrave, a categoria caiu para 6,7% de participação em 2018 (ante 8,2% em 2017). Neste número, o Corolla tem incríveis 41,6% de participação, aparecendo com frequência entre os dez carros mais vendidos do País. Sem a competição de outrora, a categoria dos sedãs médios afunda como segmento de um carro só.

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O Ford Focus Fastback está na UTI, com apenas 4.256 unidades vendidas ao longo de 2018. Compare isso com os incríveis 59 mil emplacamentos do Corolla para ter a dimensão da injustiça. O motor 2.0 entrega 178 cv de potência e 22,5 kgfm de torque, aliado ao câmbio automatizado de seis velocidades. Em uma categoria que já passa dos R$ 100 mil, os R$ 74.990 que a Ford pede pelo Focus Fastback parece um valor justo. 

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4 - Kia Picanto

Entre os carros injustiçados, o Kia Picanto GT Line sofreu por conta da alta carga de impostos sobre modelos importados
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Entre os carros injustiçados, o Kia Picanto GT Line sofreu por conta da alta carga de impostos sobre modelos importados

É importante entender os motivos da Kia ter desaparecido dos holofotes nos últimos anos. Com o regime automotivo Inovar-Auto (que se encerra em 2018), a marca coreana tinha uma cota de 4.800 carros importados que estavam isentos do “super IPI”. Com a virada do ano, a marca finalmente estará livre da sobretaxa. Focando no futuro, e com os incentivos do novo programa automotivo Rota 2030, a Kia espera reconquistar um mercado na casa dos 20 mil emplacamentos anuais, o que dependerá muito da cotação do dólar. Seria um número semelhante ao de marcas como Peugeot e Citroën no Brasil, hoje em dia.

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O Picanto acabou sendo prejudicado junto de outros modelos, como Sportage e Cerato. A Kia adotou retoques no visual do Picanto no começo do ano, mas nem isso empolga o desempenho do compacto nas concessionárias. Partindo de R$ 58.990, o Picanto traz 1.0 flex, de 80 cv e 10,2 kgfm de torque, com etanol. Na gasolina, os números vão para 77 cv e 9,6 kgfm.

5 - Nissan Frontier

A Nissan Frontier encerra a lista dos carros injustiçados, mesmo com um dos conjuntos mais bem acertados
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A Nissan Frontier encerra a lista dos carros injustiçados, mesmo com um dos conjuntos mais bem acertados

A Nissan Frontier é um caso à parte entre os modelos injustiçados. Por muito tempo, ela não teve uma versão básica para o público brasileiro. Com a nova linha de montagem na Argentina e a nova versão na casa dos R$ 136 mil, a Nissan espera por novos ares na categoria das picapes.

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Ela vem equipada com o competente motor 2.3 turbodiesel, de 190 cv e 45,8 kgfm, com câmbio automático de seis marchas. A suspensão absorve bem as irregularidades do piso, contribuindo com o conforto, outra das principais qualidades da picape da marca japonesa. Apesar de não vender muito, a Nissan Frontier continua sendo uma opção interessante entre os carros injustiçados

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