Às vezes, nos perguntamos o que levam certas pessoas a comprarem carros ruins e de gosto duvidoso. O câmbio não funciona direito, o acabamento faz barulho ainda com baixa quilometragem e o motor não desenvolve potência em subidas. E mesmo assim, as pessoas continuam comprando. Pode parecer exagero, mas alguns carros são tão problemáticos em sua natureza que dão até dor de cabeça no motorista.

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A rotina na imprensa automotiva permite que tenhamos a oportunidade de andar nos mais variados tipos de veículos. Nossa média é de aproximadamente cem carros em um ano, sem incluir os modelos que só andamos durante o lançamento e - claro - veículos pessoais. Partindo disso, a reportagem do iG elege cinco carros ruins que dirigimos ao longo dos três últimos anos.

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1 - TAC Stark

Abrimos a lista dos carros ruins com o jipinho Stark, da TAC. Modelo continua muito abaixo do Troller
Guilherme Menezes/iG
Abrimos a lista dos carros ruins com o jipinho Stark, da TAC. Modelo continua muito abaixo do Troller

A TAC, fabricante brasileira de utilitários esportivos, voltou a operar em nível nacional. Com a entrada de um novo acionista majoritário, a empresa retorna das cinzas para bater de frente com o sucesso do Troller. É uma pena que o seu único produto, o Stark, seja tão inferior ao jipinho da Ford.. Sendo um projeto 100% brasileiro, o Stark usa peças de vários outros modelos.

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É quase como um jogo de adivinhação. O volante, por exemplo, marcou presença em diversos carros da linha Fiat durante a década passada. Quebra-sol, ar-condicionado, alavanca de câmbio, cluster e porta-óculos também vieram da antiga linha Doblò e Palio. Apesar de ser um jipe robusto, o Stark demonstra certa fragilidade no acabamento do interior. O motor 2.3 Turbo Diesel Intercooler (o mesmo da Fiat Ducato) entrega 127 cv e 32 kgfm, com caixa de câmbio manual Eaton, de 5 marchas.

2 - Lifan 530

Lifan 530 já deixou de ser vendido no Brasil, mas também faz parte da lista dos carros ruins que dirigimos
Divulgação
Lifan 530 já deixou de ser vendido no Brasil, mas também faz parte da lista dos carros ruins que dirigimos

O sedã Lifan 530 também não poderia ficar de fora da lista dos piores carros que dirigimos nos últimos três anos.  Além do espaço apertado, o carro mostra que precisa ter um conjunto mais evoluído. Falta precisão tanto do sistema de freios, quando a direção. Respostas tardias acabam exigindo boa cautela, bem como a falta de fôlego do motor 1.5, de 103 cv.

 Ao volante do pequeno sedã também incomoda a falta de assistência no pedal de embreagem e o nível de ruído acima do ideal, o que mostra que poderiam ter dado mais atenção ao isolamento acústico. A estabilidade nas curvas também está longe de ser o ideal, bem como o nível de acabamento, que merecia um pouco mais de capricho, mesmo considerando o preço atraente do carro, que fica em torno de R$ 40 mil. 

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3 - SsangYong Actyon Sports Diesel

A SsangYong Actyon Sports aposta no motor diesel, mas acaba entrando para a lista dos carros ruins
Divulgação
A SsangYong Actyon Sports aposta no motor diesel, mas acaba entrando para a lista dos carros ruins

Quando fomos conhecer a nova linha da SsangYong Brasil no final de 2017, foi dito que a Actyon Sports seria o veículo mais procurado nas concessionárias. De acordo com as autoridades da marca coreana, a picape média tem um “status diferenciado” por já ter sido vendida no Brasil.

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Nos últimos anos, vimos o interior das picapes cada vez mais próximo dos sedãs ou SUVs compactos. Mas, no caso da Actyon Sports, parece que a fabricante coreana não ligou para esse processo de urbanização, uma vez que fica evidente que você está sentando em um utilitário. Mesmo com ajustes elétricos para o banco do motorista, foi difícil achar uma posição confortável para guiar. O raio de giro dificulta na hora de manobrar, além do acerto de suspensão que não é dos mais estáveis.

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4 - Renault Captur 2.0 Intense AT4

A Renault pisou na bola ao lançar o Captur com o câmbio automático de quatro marchas entre os carros ruins
divulgação/Renault
A Renault pisou na bola ao lançar o Captur com o câmbio automático de quatro marchas entre os carros ruins

Quando a Renault decidiu lançar o Captur com motor 2.0 e um antiquado câmbio automático de quatro marchas no começo de 2017, todos os entendidos torceram o nariz. Enquanto alguns concorrentes já apareciam com transmissões bem mais modernas (o Renegade chega a ter nove velocidades), a Renault regrediu com a adoção do conjunto mecânico. Talvez esta seja uma das maiores pisadas de bola dos últimos anos, tanto é que essa versão acaba de sair de linha. 

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Equipado com motor 2.0 de 148 cv de potência a 5.750 rpm e 20,9 kgfm de torque a 4.000 rpm (o mesmo do Sandero RS), o Captur Intense também não era dos melhores quando o quesito é beber combustível. de acordo com o Inmetro, faz 6,2 km/l na cidade e 7,3 km/l na estrada com etanol. Com combustível fóssil, o número vai para 8,8 km/l e 10,8 km/l.

5 - Fiat Grand Siena 1.0 Attractive

Finalizamos a lista dos carros ruins com o Fiat Grand Siena 1.0, que está cada vez mais sem status na linha da marca
Divulgação
Finalizamos a lista dos carros ruins com o Fiat Grand Siena 1.0, que está cada vez mais sem status na linha da marca

O longevo Fiat Grand Siena foi “rebaixado” na linha da marca. Com a chegada do Cronos, o modelo passou a estar disponível apenas na versão 1.0 manual. Além de não ser dos carros mais requintados e confortáveis, também acaba entrando para a lista dos modelos mais lentos do mercado.

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Seu motor 1.0 de quatro cilindros desenvolve 75 cv de potência e 9,9 kgfm de torque não é dos mais fortes, levando eternos 15,8 segundos para chegar aos 100 km/h. O câmbio é manual de cinco marchas, fazendo o carro marcar 7,9 km/l na cidade e 9,5 km/l na estrada com etanol, bem como 11,2 km/l na cidade e 13,6 km/l na estrada, com gasolina. Destaque para o porta-malas de 520 litros entre os carros ruins .

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