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Versão Highline traz dispositivos inéditos no segmento, como assistente de estacionamento semi-autônomo e bloqueio eletrônico do diferencial

VW T-Cross chega às lojas em abril para estabelecer um novo patamar entre os SUVs compactos no Brasil
Cauê Lira/iG Carros
VW T-Cross chega às lojas em abril para estabelecer um novo patamar entre os SUVs compactos no Brasil

Não é exagero dizer que o VW T-Cross 2019 é o lançamento mais importante da marca alemã nesta década. Os SUVs compactos se tornaram um ponto chave para qualquer fabricante que queira expandir seus lucros no mercado, uma vez que são feitos a partir de modelos menores e mais baratos. Em outras palavras, carros compactos pelo preço de modelos médios. E no caso da versão Highline do T-Cross que testamos durante o lançamento, este valor chega a R$ 124.840.

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O preço da versão mais cara não chega a surpreender, já que a Volkswagen nunca escondeu que este seria o modelo mais equipado da categoria. O VW T-Cross 2019 Highline traz até assistente de estacionamento semi-autônomo que gira o volante sozinho para entrar em vagas no supermercado, ou fazer uma baliza. Claro, este opcional incluirá R$ 6.050 no pacote Tech&Beats.

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Se o cliente fizer questão do belo teto-solar panorâmico, deverá acrescentar R$ 4.800, enquanto a central multimídia com GPS integrado e painel de instrumentos digital custam mais R$ 4 mil. Ao todo, os opcionais da versão Highline podem fazer o T-Cross saltar de R$ 109.990 para os R$ 124.840 do modelo mais completo. A fabricante, por outro lado, não revela qual versão terá o maior mix de vendas.

Por fora, o T-Cross foi capaz de se diferenciar dos rivais. Os vincos que cortam a lateral do SUV compacto criam um jogo de luz e sombra, dando uma característica ainda mais robusta. A suspensão, por outro lado, deixa o carro um pouco mais baixo que a média da categoria, fazendo com que o T-Cross tenha uma atmosfera esportiva quando combinada ao teto pintado de preto. Os LEDs fazem uma bela acentuação, tanto nos faróis dianteiros quanto nas lanternas traseiras com acabamento fumê.  

A plataforma modular MQB já provou suas qualidades em Polo , Virtus, Jetta e Tiguan. No caso do T-Cross fabricado em São José dos Pinhais (PR), a marca estendeu comprimento e largura (para 4,19 m e 1,75 m, respectivamente), fazendo com que a versão nacional seja ainda maior que o modelo europeu. Conversando com um dos engenheiros da Volkswagen, descobri que o nosso VW T-Cross recebeu muitos aplausos da matriz alemã, e poderá inspirar futuras estilizações no velho continente. 

VW T-Cross 2019 tem área do porta-malas variável por causa do banco traseiro deslizante
Divulgação
VW T-Cross 2019 tem área do porta-malas variável por causa do banco traseiro deslizante

Mas isso não impede que o modelo fique livre de alguns deslizes. O acabamento interno abusa de plástico, ainda que seja bem texturizado. Alças de mão para os passageiros não deslizarem no banco em curvas mais fervorosas também fizeram falta. Pelo menos, o espaço traseiro é digno de carros médios, com uma verdadeira sala de estar para os ocupantes mais altos que também não vão raspar a cabeça no teto. 



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A central multimídia é uma das mais intuitivas, contando com GPS integrado, informações sobre o veículo e seletor de modo de condução. Há a possibilidade de fazer o espelhamento de alguns recursos no cluster digital.

Não imaginava que um SUV desta categoria poderia ser tão legal de dirigir. Num trajeto com cerca de 200 km entre São José dos Pinhais e Balneário Camboriú (SC), tive a oportunidade de acelerar na famosa Serra Catarinense. Ainda que a maior parte do percurso tenha asfalto de boa qualidade, o T-Cross superou bem as imperfeições nas proximidades de Itajaí. Se você procura um SUV valente para enfrentar as crateras da sua cidade, ele o fará com esmero.

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O coração deste valente SUV compacto traz o mesmo motor 1.4 TSI do Golf . Ou seja, 150 cv de potência entregues a 4.800 rpm, além de 25,5 kgfm de torque a 1.400 rpm. Ainda é possível alternar entre três modos de condução: normal, eficiente e esportivo (além de um quarto, customizado pelo motorista). Se o objetivo é deixar o trajeto ainda mais divertido, recomendamos a condução esportiva que altera a curva de torque, transmissão e a resposta do acelerador.

VW T-Cross chega com competitividade ao mercado

Entre os opcionais do VW T-Cross 2019, destaque para a tela touchscreen de oito polegadas
Divulgação
Entre os opcionais do VW T-Cross 2019, destaque para a tela touchscreen de oito polegadas

Curvas rápidas ficam ainda mais seguras com os controles de estabilidade e tração, que desaceleram a roda da parte interna e entregam mais torque para a de fora. Dessa forma, o T-Cross anda sobre trilhos, mesmo que sua dinâmica esteja sendo desafiada pelo motorista. De acordo com a VW, o modelo vai de 0 a 100 km/h em 8,7 segundos.

Infelizmente, o modelo 1.0 TSI não estava disponível para o test-drive de lançamento, mas a Volkswagen prometeu que nos emprestará em breve para compará-lo às versões convencionais dos outros SUVs compactos.

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O VW T-Cross 2019 é caro na versão Highline. Por este preço, é possível saltar de categoria e comprar um Jeep Compass. Mas ele terá que rivalizar com os SUVs médios do mercado até a chegada de seu principal rival, o Honda HR-V Touring, com o mesmo motor 1.5 turbo, do Civic. Nos resta esperar para saber quem vencerá este embate no futuro.

Ficha técnica: VW T-Cross Highline 1,4 TSI

reço: a partir de R$ 109.990

Motor:  1.4, quatro cilindros, turboflex

Potência (cv):  150 a 4.500 rpm

Torque (kgfm):  25,5  a 1.500 rpm

Transmissão:  automática, seis marchas, tração dianteira

Suspensão: Independente, McPherson (dianteira) / Eixo de torção (traseira)

Freios:  Discos ventilados (dianteiros) / sólidos (traseiros)

Pneus:  205/55 R17

Dimensões: 4,20 m (comprimento) / 1,75 m (largura) / 1,57 m (altura), 2,65 m (entre-eixos)

Tanque: 52 litros

Porta-malas: 373 litros  

Consumo etanol: 7,7 km/l (cidade) / 9,3 km/l (estrada)

Consumo gasolina: 11 km/l (cidade) / 13,2 km/l (estrada)


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