VW Brasilia na cor bege Alabastro preserva absolutamente tudo original de fábrica
Reginaldo Ricardo
VW Brasilia na cor bege Alabastro preserva absolutamente tudo original de fábrica

Produzida entre 1973 a 1982 pela Volkswagen, a Brasília ficou famosa por vários aspectos. Além de ter sido o segundo carro mais vendido do Brasil de 1974 a 1979, só perdendo para o Fusca , o modelo ficou famoso ao ponto de ter virado música dos Mamonas Assassinas .


Essa Brasília 1980 é pintada na cor bege Alabastro  e tem, pasmem, apenas 11 mil km originais. O veículo está com o comerciante Reginaldo Ricardo, mais conhecido como Reginaldo de Campinas.

 O modelo Standard (a versão mais barata) parece ter saído de uma cápsula do tempo de tão preservado e, segundo Reginaldo, ficou com o mesmo dono até 2020, ou seja, por 40 anos. A genuinidade dos detalhes compreende até as etiquetas da Blindex e selos de qualidades cuidadosamente preservados, assim como o silenciador com o logo VW. 

Formato de perua da carroceria antecedeu o da Variant
Reginaldo Ricardo
Formato de perua da carroceria antecedeu o da Variant

O motor 1.6 original de carburação dupla e respeitáveis - para época - 65 cv. O quatro cilindros boxer trabalha em parceria com o câmbio manual de quatro marchas.  O desempenho não chegava a impressionar muito: mesmo tendo apenas 890 kg, o misto de perua com hatch levava 21,9 segundos para ir de zero a 100 km/h e chegava à velocidade máxima de 138 km/h, segundo fichas técnicas da época. 

Todo o carinho e dedicação do dono valeu a pena, pois, além da Brasilia, o Passat e a família Gol ( Voyage , Parati e Saveiro ) costumam ter o painel rachado e o deste exemplar parece que resistiu bem às mais de quatro décadas.

“Em 2021, vendi esta Brasilia para um colecionador que, infelizmente, veio a falecer em janeiro passado. Então, a família resolveu me procurar e vender alguns de seus veículos , em especial este imaculado exemplar”, explica o comerciante campineiro.

Conforme o empresário sempre conta em seus vídeos, os  automóveis das décadas de 1980 e 1990 acabaram sendo preservados devido à  época de hiperinflação , período que implicou em alta desvalorização do patrimônio de quem tinha dinheiro aplicado. Assim, uma das estratégias para preservar a grana era comprar carros zero-quilômetros e guardá-los.



Por falar em hiperinflação, se você se animou a voltar no tempo através de uma raríssima unidade dos anos 1980 , saiba que essa viagem tem um preço que sai por mais do que os R$ 103.990 pedidos por um VW Virtus 1.0 TSI manual.

“Apesar de não ser um veículo altamente colecionável como exemplares de Fusca das últimas séries de produção ou Gol GTI de 1989 a 1994, a Brasília vem tendo uma boa procura no mercado colecionável”, defende Reginaldo.

Por essa quantia, é possível encontrar alguns antigos mais icônicos como um Passat GTS Pointer , vendido por um preço médio de R$ 65 mil ou uma Kombi “Corujinha” (a mais valorizada) no valor de R$ 90 mil . Mas claro que tudo é uma questão de gosto - se você curte carros pouco rodados - e, principalmente, de bolso.

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